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Últimas notícias

Zach Myers fala sobre o single 'Get Up' e passado da banda

Em recente entrevista ao Two Doods Reviews, Zach Myers falou sobre o novo single, 'Get Up', momentos difíceis passados ao lado do vocalista, Brent Smith, o lado obscuro do álbum 'Amaryllis' e alguns aspectos de ser um músico em turnê.

Sobre o novo single da banda, Get Up, que foi inspirado pela batalha contra a depressão do baixista Eric Bass:

Nós começamos a escrever da mesma maneira que sempre fazemos e quando 'Get Up' apareceu isso meio que abriu essa porta. As músicas do Shinedown sempre são muito verdadeiras e isso é algo que nós nos orgulhamos, mas ao mesmo tempo eu não sei se já escrevemos sobre uma ferida aberta assim, quer dizer, falar sobre nós mesmos e alguém tão próximo da banda. Sempre escrevemos sobre nós mesmos, mas dessa vez pareceu diferente. Foi pessoal como se estivesse desistindo de sua ambiguidade de quem você é mesmo. Você sempre tenta se sentir invencível de certa maneira, mas com isso, quando as letras surgiram, realmente pareceu tudo bem escrever sobre qualquer coisa. Acho que esse foi meio que um ponto de partida pra onde o álbum iria... Todos na banda tem algo que é preciso lidar. Não querendo ser brega sobre isso, mas é a verdade. Eu acho que é meio de onde a música veio e isso acabou colocando o álbum em um caminho até o fim.
Sobre as lutas no passado do vocalista Brent Smith:

Ele engordou em 2008 e durante todo o ano de 2010, ele estava bebendo muito nessa época. Para nós passarmos por isso foi, estranho, foi o nosso maior álbum. É muito estranho a maneira que aconteceu, mas na época que estava acontecendo, tudo parecia bom. O pior para mim foi em 2006 e 2007. De 2008 a 2010, ele estava bebendo muito e foi um pouco duro para nós... Estávamos praticamente assistindo aquilo acontecer - assistindo o acidente de carro em câmera lenta. Então, 'Amaryllis' aconteceu... Foi um álbum muito obscuro de se fazer, por isso muitos de nós não gostamos de falar muito dele... A criação desse álbum não foi divertida para ninguém envolvido. É um lugar estranho de estar... as pessoas dizem que "grande sofrimento faz uma grande arte", mas eu gostaria que não fosse assim. Antes da turnê de 'Amaryllis', nós iriamos nos sentar e ter uma reunião de 30 minutos. Estávamos no caminho para os ensaios e íamos ter uma reunião de 30 minutos, e isso acabou sendo uma reunião de 6 horas. Foi tipo 'Some Kind Of Monster' do Metallica, nós meio que gostamos de deixar tudo sair, chorar e gritar um com o outro. Foi muito profundo e reflexivo... nunca foi malicioso... Às vezes quando você tem conversas assim, acontece de você falar algo sobre alguém e então, ela vir e dizer "Bom, você fez isso"... Mas não foi assim, todos deixaram as pessoas falarem o que tinham a dizer e depois tiveram a vez de falar o que precisavam dizer. Acho que esse foi o catalisador... Depois disso, tem sido tranquilo viajar.
Sobre o aspecto mais difícil de ser um músico em turnê:

Estar sozinho é uma... É muito bom na nossa banda, porque estamos em um nível que, se quiséssemos ter nosso próprio ônibus, poderíamos facilmente. Nós quatro sempre andamos juntos, provavelmente sempre iremos! Realmente gostamos muito disso, isso provavelmente nos deixa menos solitários. Nós nos damos bem, gostamos muito de estar perto um do outro, mas isso não muda o fato de que temos filhos e esposas. Agora, para mim, é difícil, porque eu tenho um filho de dois meses, então minha esposa não vem conosco. Quando ela vem,  eu pego um ônibus só para nós, um ônibus de família, é muito divertido! Brent vem comigo no ônibus ou vai em um antes com seu filho. A família de Barry já foi embora. A esposa do Eric também. Essas são coisas que você sente falta. Ver a família de Barry vir por dois dias e então ele ter que dizer adeus... Ele tem uma filha de 7 anos de idade. Essas coisas são duras, mas ao mesmo tempo, sabemos porque estamos fazendo isso. Nos divertimos aqui. Minha esposa me acalma muito. Vou ser franco, eu não consigo mais fazer isso. Minha esposa diz '"Escute, você sabe que está fazendo isso porque você ama e está cuidando da sua família.'" Ela é uma santa, isso me ajuda muito.
Sobre a banda "encontrar o seu caminho":

Às vezes isso demora um tempo... Acho que nós eramos uma banda totalmente diferente em 'Sound of Madness' do que éramos nos dois primeiros álbuns. Eu acho que 'Sound of Madness' foi quando paramos e descobrimos o que deveríamos estar fazendo.

Brent e Zach realizam apresentação acústica em Nova York

Ontem, Brent Smith e Zach Myers estiveram na loja Record Archive em Rochester, NY, para realizar uma apresentação acústica e responder algumas perguntas enviadas por alguns fãs para a rádio 94.1 The Zone, a qual organizou o evento, deu ingressos e meet and greets para as 50 primeiras pessoas que chegaram ao local.

Segundo publicações nas redes sociais da loja e de um fã que compareceu ao evento, algumas das músicas apresentadas foram 'I'll Follow You', '45', 'Call Me' e 'Get Up'.

Confiram as publicações:
I'll Follow you (completa) e Q&A


Trechos de 'Get Up' e '45':

I'll Follow You:

45:

Call Me:

Documentário: A Backstage Pass

Hoje, o Shinedown publicou em seu canal no YouTube, um documentário de 11 minutos sobre a vida em turnê da banda gravado e editado pelo Sanjay Parik. A banda comenta sobre o single 'Get Up' e os fãs, seus rituais pré-show e o que gostam de fazer nos dias de folga.

Vídeo:

No vídeo, os membros da banda comentam sobre o single 'Get Up', assim como a reação dos fãs durante o show ao ouvirem a música ao vivo.

Sobre os rituais pré-show, além de realizarem o treino juntos e irem ao meet & greet
Zach: Gosta de receber uma massagem;

Eric: Falar e cumprimentar toda a equipe da banda;

E em primeiro lugar para todos da banda, o famoso Doo-Doo-Time que acontece 1 hora antes de cada show.

Dias de folga
Barry: Gosta de visitar locais de comida tipica e cervejas, locais históricos como museus e parques, entre outros.

Eric: Disse que "não tem vida fora do palco" e não tem nada em particular que goste de fazer;

Brent: Tenta não falar e aproveita para fazer coisas online, também tem feito algos designs de palco para 2019, mas em geral, não costuma ter um hobby, além disso, costuma falar com o seu filho, Lyric, via o aplicativo Face Time ou passar um tempo com ele quando estão na mesma cidade.

Queremos! Shinedown no Brasil

Gostaríamos de iniciar hoje, uma campanha para trazer o Shinedown ao Brasil no ano que vem pela turnê do álbum, 'Attention Attention' e para isso, esperamos contar a participação de todos vocês.

Escolhemos o site Queremos! para realizar os pedidos, uma plataforma global de eventos que nos permite pedir shows e saber em quais cidades a banda está recebendo o maior número de pedidos. O Queremos! tem mais de 2 milhões de fãs que já geraram mais de 4 milhões de pedidos para mais de 6 mil artistas verificados, contribuindo para realizar mais de 3 mil eventos pelo mundo.

Veja como é fácil de participar:
1. EU QUERO
Acesse a página (clique aqui) e clique no botão "EU QUERO" para mostrar à banda que você quer vê-la na sua cidade, você pode usar a sua própria conta do Twitter ou Facebook.

2. Compartilhe e convide seus amigos
Ao realizar o seu pedido, aproveite para compartilhar e convidar os seus amigos a fazerem o mesmo, pois quanto mais pedidos, melhor!

3. Acompanhe
Se a campanha por pedidos for um sucesso, você ficará sabendo e ainda poderá ter acesso a pré-venda de ingressos, promoções e conteúdo exclusivo.

*DICA
Para termos mais chances de ter sucesso na campanha, atualize sua cidade para a capital mais próxima (clique aqui para acessar o perfil), pois se concentrarmos os pedidos nas principais cidades do Brasil, teremos uma chance maior do que se tivermos os pedidos em diferentes cidades.

Não deixe de participar da nossa promoção de aniversário, valendo um CD 'Attention Attention', cliquei aqui

Brent Smith participa do álbum em tributo ao Muscle Shoals

Recentemente, Brent Smith realizou o cover de "Mustang Sally" (Wilson Pickett) para o álbum 'Muscle Shoals: Small Town, Big Sound', tributo ao lendário estúdio, Muscle Shoals, que também contou com a participação de nomes como Steven Tyler, Alan Jackson, Grace Potter e outros.

Em entrevista ao site No Depression, o vocalista comentou como foi essa experiência, relembrou sua infância, suas influências musicais e também falou do atual single do Shinedown, 'Get Up'.

Leia abaixo:
Eu tenho que admitir que quando eu li que você escolheu “Mustang Sally”, eu fiquei surpreso porque é uma música tão frequentemente regravada, mas você não apenas entregou uma versão espetacular, como também conseguiu torná-la nova. Como você regravou uma música tão familiar e amada, e encontrou o equilíbrio entre homenagem e novidade?
Uma coisa que me ajudou, foi que eu não sabia muito sobre Wilson Pickett. Claro, eu conhecia a música, mas não mergulhei na história da música e em todas as diferentes versões dela. Meu pai mudou meu ponto de vista sobre música quando eu tinha 14 anos, porque ele me deu uma fita - quando os cassetes ainda existiam - de um cara chamado Otis Redding. Otis abriu a porta para o meu conhecimento do soul e R&B. Ele me fez conhecer Sam Cooke, Percy Sledge e Marvin Gaye, e então eles me levaram para Ella Fitzgerald, Nina Simone e Billie Holiday. Então, mesmo que eu ame soul e cantores do gênero, eu não tenho tanto conhecimento da música de Wilson Pickett. Então, quando surgiu a oportunidade de ir ao Muscle Shoals com Rodney Hall (o produtor da gravação), eles descobriram que eu tinha uma folga para ir à Alabama e gravar a música. Quando cheguei lá, havia apenas quatro músicas que Rodney queria que eu considerasse. Como eu não sabia tanto sobre “Mustang Sally” tanto como eu conhecia as outras músicas - uma era “Main Street” de Bob Seger - eu escolhi essa, porque eu percebi que ela apresentava uma oportunidade para gravar algo novo. Além disso, eu sabia que alguns dos músicos desse álbum estavam na gravação do Wilson Pickett. Então, isso tornou realmente emocionante.

Haviam cerca de quinze pessoas naquela pequena sala quando gravamos. Os únicos overdubs eram os vocais de apoio das três senhoras maravilhosas. A gravação teve uma certa energia, mas eu também lhe direi isso - acho que parte da minha privação de sono também ajudou. Eu estive na Europa por três semanas promovendo o novo álbum do Shinedown. Voei de Madri para Nashville e fui dormir por cerca de cinco horas. Na manhã seguinte fomos direto para Muscle Shoals. Nós entramos no Fame Studios e foi tipo, “Tudo bem, vamos lá".

Então, nós realmente fizemos duas versões. As primeiras tomadas foram muito próximas da original. Nós estávamos trabalhando no mesmo ritmo. Então eu quis parar. Eu fui muito respeitoso, mas depois eu disse: "Vamos fazer algo um pouco diferente. Vamos tentar torná-lo um pouco mais atual. Vamos dar uma pitada de alguma modernidade e um pouco mais sexy". Então, diminuímos o ritmo. E foi isso. Nós tivemos duas versões diferentes.

Agora, isso nunca teria acontecido se Rodney não tivesse me falado: "Faça do seu jeito". Eu senti que isso foi uma permissão para retrabalhar essa música clássica, outra coisa que ele fez foi tirar o microfone da cabine de vocal e colocá-lo no centro da sala. Então, ele disse: "Se você precisar de um pouco de inspiração, olhe para cima e para a esquerda".

O que eu vi, foi um retrato de Wilson Pickett durante a sessão de gravação de “Mustang Sally”.



Eu usei a palavra "nova" exatamente porque essas qualidades individualistas e modernas são audíveis em sua versão. Falando mais amplamente, você mencionou ter conhecido a música soul ainda quando menino. Qual você diria que é a conexão entre o Shinedown e o R&B?
Quando eu era adolescente, eu estava ouvindo muito Rock'n'Roll e fiquei muito interessado com punk e metal. Um dia, meu pai entrou no meu quarto quando Sex Pistols estava tocando, e me disse: “Brent, você pode abaixar?”, eu disse: “O quê?”, ele gritou: “Você pode abaixar?” e me lembro que ele disse: “Não tenho ideia do porquê essas pessoas estão tão zangadas, mas posso apreciar sua paixão. Mas me deixe mostrar algo diferente, e por favor, apenas tente ouvir”. Ele me entregou aquela fita de Otis Redding que eu mencionei. Meu amor por isso foi instantâneo. Eu nunca tinha escutado esse tipo de convicção em um vocal antes. E isso me levou a tantos outros cantores, especialmente aqueles cantores de soul profundo com padrões vocais bombásticos.

Então, se você ouvir a minha banda, você pode ouvir mais a parte da música soul em mim nos dois primeiros álbuns do Shinedown. Eu ainda estava procurando pelo meu som e finalmente comecei a me adaptar à minha técnica e confiança no terceiro álbum. Eu pensei que tinha alcançado a convicção de cantar de um lugar real.
Quero enfatizar essa palavra - "convicção". Como você segura uma nota em particular? Como você planeja através de diferentes padrões vocais?

Eu aprendi a cantar com convicção da alma. Aqui está o melhor exemplo de convicção em um cantor: Até hoje, posso colocar Billie Holiday e sentir que ela está cantando para mim. Mesmo que o estilo seja diferente, tento invocar essa mesma paixão com o Shinedown.

É um privilégio e eu me sinto muito sortudo, porque eu sabia que queria ser cantor quando tinha doze anos e nunca mudei. Eu apenas trabalhei mais e mais nisso.

Falando de convicção, que apresenta uma boa transição para falar sobre o último single de Shinedown, "Get Up". Trata-se de doença mental e superação da depressão, um tópico oportuno e atemporal, e está tendo um impacto significativo na vida de muitas pessoas. Como você acabou escrevendo e gravando a música?
O processo para o álbum começou no ano passado e nós nunca falamos sobre ter um produtor, porque eu sabia que Eric Bass, nosso baixista, produziria o álbum. Eric é muito mais que nosso baixista. Ele tem uma voz fenomenal - quero dizer, tom perfeito. Se ele ouve alguma coisa fora do normal, isso o deixa louco. Além de tudo isso, ele sempre foi engenheiro e produtor, mas esta é a primeira vez que ele fez um álbum inteiro. Ele não apenas produziu, mas também projetou e mixou.

Eu passei 129 dias com ele no ano passado em Charleston, Carolina do Sul, e porque “Get Up” é tão significativa, e como foi escrita, foi porque ele tinha uma parte principal no piano que estávamos guardando. Enquanto estávamos escrevendo a parte de piano, houve um zumbido e isso estava o deixando louco. Então, nós desmontamos todo o piano e colocamos tudo de volta para nos livrarmos desse zumbido. Em nosso Instagram, se você voltar longe o suficiente, poderá ver um vídeo de Eric desmontando o piano e explicando: “Estamos trabalhando em uma nova música e precisamos desmontar o piano para fazer isso, então você poderá ouvi-la”.

Aquela música em que estávamos trabalhando se tornou "Get Up".

A parte principal que ficou foi a letra. Normalmente, com letras, se eu não conseguir em 24 horas, eu continuo. Então, se passaram onze dias. Eric estava tão frustrado, porque eu ainda não tinha a letra. Ele me disse para seguir em frente e esquecer, e eu disse: “Dê mais um dia”. No dia seguinte, liguei para ele e finalmente tinha a letra.

Em vez de ler as letras, cortei a música. Levou seis horas - a parte vocal inteira, as harmonias, tudo. No dia seguinte ouvimos a música e eu disse: “Eu absolutamente amo isso”. Ele disse que também, e então eu perguntei: “Você sabe do que se trata?”.

Ele disse: “Sim, eu sei do que se trata. É sobre mim".

Eu estava com medo de que, ao escrever essas letras, eu cruzasse uma linha com ele em nossa amizade, nosso amor e apreciação um pelo outro. Aqui está a coisa interessante e corajosa sobre Eric: Ele não estava bravo comigo, mas ele disse: "Agora que cruzamos a linha, vamos remove-lá".

Então, “Get Up” foi a primeira música para o conceito que definiria todo o álbum. É o que faz 'Attention Attention' um álbum de história - a história de alguém lidando com depressão e encontrando forças para superá-la. "Get Up" tem quatro minutos em uma história de 51 minutos.

E é o ponto de virada da história. Certo?
"Get Up" é o momento no álbum em que o indivíduo começa a recuperar sua confiança e recompõe sua vida.

Como você descreveria a resposta para “Get Up”?
Na verdade, foi a experiência mais maravilhosa da história da banda, por causa do quão sincero e rápido que está acontecendo. Não é só nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Dois meses após o lançamento do álbum, "Get Up" já tinha mais de três milhões de visualizações no YouTube e, nos comentários, havia uma incrível comunidade de pessoas falando sobre o quão relevante e importante a música era para elas. Muitas pessoas nos disseram que a música entrou em suas vidas no momento perfeito e isso lhes deu uma esperança real. É sobre algo real. Não é sobre dinheiro, fama ou imagem. É algo que veio de mim e do Eric, porque é baseado em nossa experiência e, por causa disso, é uma música que permite que pessoas que têm ansiedade e depressão saibam que não estão sozinhas.

É também uma música que, eu espero, faça iniciar uma conversa sobre como há uma diferença entre ter um dia ruim e ter um desequilíbrio químico. Muitas pessoas acreditam que alguém que sofre de depressão pode simplesmente "superar isso".

O que é realmente corajoso e inspirador sobre Eric, e eu vi de perto, é que ele tem uma maneira de falar sobre depressão que permite que outras pessoas se abram sobre o que estão passando. Isso é importante, porque para todos os progressos que fizemos, ainda é verdade que a maioria das pessoas com doenças mentais não vão falar sobre isso, porque temem que elas sejam ridicularizadas ou vão sentir constrangidas e com vergonha.

Uma das tarefas mais importantes que a arte pode realizar é o encorajamento da conversação. Pode provocar perguntas e exploração de tópicos que muitas pessoas preferem ignorar.
Sim, e não queremos começar uma discussão com "Get Up". Queremos que as pessoas aproveitem suas vidas. Nem sempre vai ser fácil, mas mesmo quando os tempos são difíceis, não deixe para trás seu senso de compaixão. Então, com 'Attention Attention', estamos tentando dizer às pessoas: “Vocês vão fracassar, mas vocês não serão definidos pelos seus fracassos. Vocês serão definidos por terem se recusado a desistir".

Pearl Drums: Barry Kerch relembra sua história e apresenta sua bateria

A Pearl Drums, publicou em seu canal do YouTube, um vídeo em que o baterista, Barry Kerch relembra como começou a tocar bateria (aos 7 anos de idade), como entrou no Shinedown e apresenta seu kit de bateria 'Music City Custom Series', personalizado para turnê do novo álbum, 'Attention Attention', junto com seu técnico de bateria, Mark Bennett.

Confira:

Eu sou Barry Kerch, baterista do Shinedown, e esse é o meu técnico de bateria, Mark Bennett, também conhecido como MBZ. No momento, estamos em turnê co-headliner com o Five Finger Death Punch, estamos na Arena Bridgestone em Nashville, Tennessee, são nove shows no total e depois iremos para a Europa, tocar em festivais em divulgação ao nosso novo álbum, 'Attention Attention' que foi lançado há dois dias.

Eu comecei a tocar bateria quando tinha sete anos de idade e minha avó materna me ajudou a ter o meu primeiro air drum, eu me comprometi a aprender as noções básicas e toquei por uns 2, 3 anos até ter meu kit de bateria.

Marchei nos dois primeiros anos da faculdade até quando eu quis me tornar um profissional, eu esperei o sonho, tive uns trabalhos e toquei em bandas covers, e então teve uma pequena audição para um cara chamado Brent Smith, eu estava em Jacksonville, Flórida, trabalhando como biólogo e fiquei sabendo dessa audição e o resto é história... Já passaram 20 anos depois disso e o Shinedown está ótimo.

Shinedown anuncia turnê com Papa Roach e Asking Alexandria

Na sexta-feira, a banda divulgou que iria realizar um anúncio muito especial em sua página no Facebook e então, foi revelado que o Shinedown realizará um turnê com as bandas Papa Roach e Asking Alexandria nos Estados Unidos, do dia 20 de fevereiro de 2019 até dia 20 de março de 2019.

Poster oficial:

Shinedown Brazil: 7 anos + promoção 'Attention Attention'

Hoje, dia 21 de setembro, estamos comemorando o 7º aniversário do Shinedown Brazil e para comemorar, iremos sortear uma cópia do mais recente álbum de estúdio do Shinedown, 'Attention Attention'.

Antes de tudo, gostaríamos de agradecer os fãs que nos acompanham diariamente, é muito importante para nós termos o apoio de vocês, pois buscamos sempre levar mais longe o nome do Shinedown em busca de uma fan base maior no Brasil. Tudo que fazemos é de fã para fã e esta nova promoção, é para você.

Para participar, confira o regulamento:
1. O fã participante deve residir no Brasil;
2. Acessar o formulário que criamos (clique aqui) e preencher todas as informações corretamente;
   2.1 Nome e e-mail para cadastro.
   2.2 Curtir e seguir o Shinedown Brazil nas redes sociais. (No mínimo em duas redes sociais, caso resolva deixar de curtir/seguir uma das redes, preencha na resposta 'em branco').
   2.3 Comentar no post da promoção no Facebook ou Instagram a sua música favorita do álbum 'Attention Attention'.
3. O(A) ganhador(a) será escolhido de forma aleatória na ferramenta de sorteio, Rafflecopter. Cada participante que preencher o formulário terá seu nome inscrito desde que realmente cumpra com as etapas pedidas;
   3.1 Se o(a) sorteado(a) tiver preenchido as informações sem realizá-las, será desclassificado(a) e um outro sorteio será imediatamente realizado.
4. A promoção é válida a partir do dia 21 de setembro de 2018 e até o dia 14 de outubro de 2018. O sorteio acontecerá no dia 15 de outubro de 2018, o resultado será publicado em nosso site e entraremos em contato com o(a) fã vencedor(a) através do e-mail contato@shinedownbrazil.com, caso o mesmo não seja respondido no prazo de 48 horas, acontecerá um novo sorteio.
5. O prêmio será enviado para o(a) sorteado(a) sem custo algum e não poderá ser trocado ou convertido em dinheiro em hipótese alguma.
6. Os participantes concordam com a utilização de suas fotos, nomes, depoimentos e etc para divulgação da promoção sem qualquer ônus adicional.
Resultado:
a Rafflecopter giveaway

Setembro Amarelo

Não deve ser novidade para nenhum fã do Shinedown, que o quinto álbum de estúdio, 'Attention Attention', conta a história de uma jornada mental, emocional e física do personagem que supera seus momentos mais sombrios e sua evolução é visivelmente percebida a cada música.

E neste mês mundial de prevenção do suicídio, conhecido como Setembro Amarelo, resolvemos deixar o nosso apoio à causa em nosso site, relembrando alguns comentários sobre a conscientização sobre a saúde mental realizados pela banda em entrevistas e também as mensagens em suas músicas.

45:
Quando o single '45' do álbum de estreia 'Leave A Whisper' foi lançado, a banda recebeu muitos comentários sobre o que a música realmente se tratava. O seu clipe, por exemplo, foi recusado a ser exibido no canal da MTV por conta do refrão que diz 'Eu estou olhando para o cano de uma 45', mas no caso, a letra não tem a mínima referência à arma ou até mesmo suicídio, pois se trata de uma metáfora.

Confiram a explicação dessa metáfora nas palavras do vocalista Brent Smith:
Eu acho que muitas pessoas tomam um sentido literal por causa das letras - mas a música é basicamente sobre o dia em que você acorda, se olha no espelho e finalmente decide que você quer se sentir confortável em sua própria pele e percebe que você vai ter que se fazer feliz antes de fazer qualquer outra pessoa feliz. Basicamente, 45 não é sobre o sentido literal de uma arma, eu usei isso como uma metáfora para o mundo, o 45 é na verdade, o mundo e o que lhe entrega todos os dias da sua vida.

Quando você se levanta, é um presente estar vivo. Quando falei sobre isso, eles disseram: "Você realmente quer dizer isso?" E eu, 'Sim'. Porque eu estive nessa situação onde eu não sabia se queria continuar e não sabia como necessariamente me sentir confortável com quem eu era, tentando encontrar uma maneira de aprender mais sobre mim. Às vezes, você não teve um bom momento, e essa é realmente a realidade da música. É sobre superar e sobre seguir em frente. E é basicamente sobre entender que nem sempre vai ser bom, mas você realmente não tem ninguém para culpar por si mesmo, se você não segue em frente. É aí que vem a frase, "Ninguém sabe o que eu acredito", porque somos todos indivíduos. Então, é realmente sobre seguir em frente, de verdade.

Bully:
Com 'Bully', o primeiro single do álbum 'Amaryllis', o Shinedown falou a respeito do bullying, o assédio psicológico e físico que também é visto como uma das causas do suicídio no mundo.

Assim que o single foi lançado, o guitarrista, Zach Myers, resolveu compartilhou no Facebook, a história de quando ele sofreu de bullying ainda na escola, leia a tradução aqui.
E em uma entrevista realizada em 2012, ele comentou:
Se alguém está abusando mentalmente ou fisicamente de você, empurre. Seja mais esperto que eles. Seja maior. Nem sempre você tem que ir embora. Às vezes você tem que se levantar por si mesmo. Nunca desista de seu amor-próprio por alguém que é mais ignorante do que você.
Vale reforçar que ao falar sobre o assunto, a banda não teve intenção em conduz violência e sim a sobrevivência.

Get Up:
O single mais recente, 'Get Up' do álbum 'Attention Attention' traz uma mensagem poderosa sobre a saúde mental e a mesma foi escrita pelo vocalista Brent Smith sobre a depressão que o baixista Eric Bass enfrenta.

Para Brent, escrever a letra da música foi uma das coisas mais difíceis para ele, pois estava preocupado com o que Eric iria achar. Em entrevista, o vocalista comentou o quão importante é entender e respeitar sobre o assunto:
É apenas o fato de que algumas pessoas não têm ninguém com quem conversar. Muitas vezes, as pessoas que sofrem de depressão clínica nunca querem sentir que estão incomodando os outros. Há momentos em que você tem que ser aquele que vê o que está acontecendo e simplesmente caminha até aquela pessoa com quem você se importa e diz à ela que você está lá por ela e que quer conversar sobre o que está acontecendo. Eu não tenho diploma. Quer dizer, eu não sou médico, mas eu me importo.
E para encerrar o post...
Recentemente, em entrevista ao site Salon, Eric comentou de forma profunda sobre o assunto e deixou uma mensagem que serve para todos:
Não discrimine. Não importa qual seja a sua idade, raça, situação econômica social. Isso vai te derrubar e quando você estiver tendo um episódio depressivo ou triste, isso não importa. Nada disso importa. Você não pode nem mesmo dar às pessoas uma razão, porque você não sabe o motivo de se sentir assim. Essa é a coisa mais triste para o sofredor e a coisa mais frustrante para a pessoa que está o vendo sofrer. (Leia mais, clicando aqui)
Caso você esteja precisando de ajuda - e/ou não tenha ninguém para conversar sobre isso - no Brasil, o Centro de Valorização da Vida tem voluntários que atendem gratuitamente no chat ou telefone (ligue 188 - 24 horas).

Salon: Shinedown remove o estigma da saúde mental e vício em 'Attention Attention'

Em entrevista ao site SalonEric Bass e Brent Smith falaram profundamente sobre o single 'Get Up', relacionamento com os fãs e sobre o estigma da saúde mental e vício.

Leia abaixo:
Para o álbum mais recente do Shinedown, 'Attention Attention', a banda de rock decidiu ser realmente pessoal, e nenhuma música é mais vulnerável do que "Get Up". O vocalista Brent Smith escreveu depois de ver seu amigo e colega de banda, o baixista Eric Bass, lutar contra a depressão clínica.



Em essência, a música lida com empatia. A letra de Smith reflete uma experiência compartilhada. Embora ele possa não ter sofrido as mesmas dificuldades que Bass com depressão, a dor pode - infelizmente - ser uma experiência humana universal e essa sensação de apoio incondicional e solidariedade para com seu amigo é o fator determinante por trás da música.

Notavelmente, "Get Up" não foi pré-planejado. Bass criou a música para isso e Smith não compartilhou a letra ou a motivação para a música até que ela fosse gravada. No entanto, Bass sabia imediatamente de quem era a música, quando Smith estabeleceu os vocais.

Em um breve intervalo da turnê mundial da banda, Smith e Bass falaram com Salon sobre "Get Up", saúde mental, vício e como mostrar a vulnerabilidade fortaleceu seu relacionamento com seus fãs.

Vamos começar falando sobre "Get Up". Conte-me sobre o single, a música e a mensagem.
Brent: Foi como um raio tivesse nos atingido com inspiração na época, porque eu tinha tanto medo de cruzar a linha da nossa amizade - porque eu nunca tinha feito algo tão pessoal antes em relação a mim e a ele - que eu não quis ofendê-lo. E eu não queria o aborrecer, porque eu o amo. Ele é meu parceiro, meu colega de banda e nós criamos juntos. Essa foi uma coisa muito pessoal que acabei de expressar para ele. E ele não ficou chateado. Eu estava com tanto medo de cruzar a linha com ele, mas Eric apenas removeu a linha.

Essa música foi uma inspiração para o resto das músicas que se tornou "Attention Attention". Quer dizer, "Get Up" foi um grande momento crucial não apenas para nós, mas apenas para fazer o álbum. Foi um momento muito poderoso.

Eric: Nós sentimos que "Get Up" basicamente desbloqueou esse álbum. Brent e eu tivemos conversas antes dessa música sobre alguns dos assuntos sobre os quais havíamos começado a escrever - que eram problemas de abuso de substâncias - e algumas das coisas que passamos juntos nos últimos dois anos, lidando com isso. e também com a minha depressão.

Nós desmoronamos e nos recompomos novamente. Resolvemos escrever sobre isso, mas foi preciso uma música como "Get Up" para fazer tudo dar certo. Aqui está algo que foi realmente pessoal para mim. Minha esposa, pessoas mais próximas da minha família e meus colegas de banda eram realmente as únicas pessoas que sabiam alguma coisa sobre meus problemas de depressão grave.

Nós tiramos as algemas naquele momento e dissemos: 'Vamos apenas escrever honestamente. Vamos escrever a história do que aconteceu nos últimos anos e fazer o álbum disso'. As pessoas vão se identificar com isso. As pessoas amam a honestidade, especialmente nossos fãs. Eles adoram o fato de que escrevemos algo que é tão pessoal, mas eles podem encontrar um pedaço deles em cada uma dessas músicas - especialmente uma música como 'Get Up'.

Eric, você já teve medo de deixar Brent escrever essa música ou falar publicamente sobre suas lutas? É uma posição muito vulnerável para se estar.
Eric: Certamente, é um lugar vulnerável. Eu não estava realmente com medo disso. Eu não sabia o que ia dizer para outras pessoas. Eu acho que mais do que qualquer coisa, mais do que estar com medo - eu sabia disso, porque ia vir à tona, que isso é o que eu passo e muitas pessoas passam pelas mesmas coisas - eu teria que envolver as pessoas na conversa. E eles iam me envolver em uma conversa, fazendo perguntas sobre isso. Estou sempre com medo de não ter a resposta certa para eles. Você sabe, porque eu não sou um terapeuta. Estou lidando com isso como eles também estão. E, então, realmente para mim, a única apreensão que tive com isso é: o que acontece se alguém realmente me procurar e estiver precisando de ajuda?

Eu nunca me preocupei com qualquer tipo de estigma ou qualquer coisa para ser honesto com você. Na verdade, foi um grande alívio poder articular algumas dessas coisas e conversar com as pessoas sobre o que eu tinha medo de falar com elas. Eu nem sempre tenho todas as respostas para eles, mas só de envolvê-los na conversa e ter um diálogo, mesmo que seja por três minutos em um meet and greet, isso realmente tem sido muito terapêutico para mim.

Eu quero falar sobre alguns trechos da música. "I'm on the bright side of being hell bent / So, take it from me, you're not the only one/ Who can't see straight." ("Eu estou do lado bom de ser muito determinado / Então acredite por mim, você não é o único / Que não consegue ver direito") Eles são muito poderosos.
Eric: Eles são na verdade alguns dos melhores da letra e são muito pessoais para mim.

Eu amo o fato de que Brent - quando ele escreveu a música - ele escreveu o primeiro verso realmente apenas sobre nós dois. E eu lembro que foi algo que realmente me agarrou e foi muito emocionante para mim, na verdade, porque desde o primeiro verso, eu sei que ele está escrevendo sobre mim quando ele está falando sobre "Clinging to the light of day" ("Apegando à luz do dia") e "Medication doesn't do much, it just numbs your brain." ("A medicação não faz muito, apenas entorpece seu cérebro"). Então quando ele diz, "Guess you might say I'm a little intense/ I'm on the bright side of being hellbent/ So, take it from me, you're not the only one/ Who can't see straight." ("Acho que você pode dizer que sou um pouco intenso / Eu estou do lado bom de ser muito determinado / Então acredite por mim, você não é o único / Que não consegue ver direito" Ele está falando de si mesmo.

Brent é um cara super-intenso e ele tem estado passado por coisas realmente difíceis. Ele está falando sobre lutar com seus problemas de vício e saber que ele tem que respeitar isso - assim como eu tenho que respeitar minha depressão. E é por isso que ele está diz: "You're not the only one/ Who can't see straight." ("Você não é o único / Que não pode ver direito"). Eu sei que não estou sozinho quando ele diz isso. Eu sempre amei essa frase na música.

Estou interessada se seu relacionamento ou sua conexão com seus fãs se fortaleceram ou se transformaram por causa da honestidade dessa música.
Brent: O mais incrível é que, seja alguém que tenha estado com a banda desde o primeiro álbum ou se descobriu quem é o Shinedown - especialmente com esse álbum, e essas músicas - o importante a se fazer, na verdade, é deixá-los falar. Nós escrevemos o material, mas queremos que eles possam falar sobre isso, porque eles podem nunca ter falado sobre isso.

Nós conhecemos muitas pessoas em turnê e muitas vezes elas só querem contar sua história ou o que elas passaram. E, realmente para nós, é sobre ouvi-los e dedicar o nosso tempo. Às vezes, nós nem temos que dizer nada para eles, porque eles falam sobre as letras e as músicas. Eles sabem que é extremamente genuíno de nós, porque não podemos extrair músicas do nada. Tem que ser real. Então, muitas vezes, basta permitirmos que eles falem. É isso que tentamos fazer como banda - e dar à eles um apoio- tanto quanto eles nos apoiaram.

Eric: O sucesso do Shinedown é exatamente o que Brent acabou de dizer, é o fato de ser honesto. Nós nunca inventamos nada. Esse também tem sido o sucesso do Rock 'n' Roll, e muitas pessoas dirão que o Rock está morto. Kurt Cobain também estava sendo brutalmente honesto - isso entrava nas pessoas. As pessoas se agarraram ao que ele estava dizendo. Shinedown é uma banda completamente diferente, então nós temos uma mensagem diferente. Mas não estamos escrevendo músicas para o clube - estamos escrevendo o que sabemos. Estamos escrevendo nossas experiências e realizando-as através da música. Se uma criança pode ouvir nossa música e dizer: "Ele está escrevendo sobre algo que ele sabe que viveu, e eu vivi a mesma coisa", isso lhes dá esperança.

O que você acha importante para as pessoas lembrarem e reconhecerem enquanto continuamos tentando remover o estigma em torno da saúde mental?
Eric: O importante para as pessoas lembrarem que nunca sofreram com qualquer tipo de depressão, TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), saúde mental, qualquer coisa assim, é que: As pessoas que têm o problema não sabem mais do que as pessoas que não têm. Você se sente triste. Você não sabe porque se sente triste.

Minha esposa, que graças a Deus não sofre com nada disso, está comigo há 24 anos. E ela até hoje não entende nada do que eu passei, mas ela entende que é real para mim. Quando ela vê que eu estou triste, ela não diz: "O que há de errado com você? Você não tem motivos para ficar deprimido!" ou começa a listar as razões pelas quais eu não deveria sentir o que sinto.

Não discrimine. Não importa qual seja a sua idade, raça, situação econômica social. Isso vai te derrubar e quando você estiver tendo um episódio depressivo ou triste, isso não importa. Nada disso importa. Você não pode nem mesmo dar às pessoas uma razão, porque você não sabe o motivo de se sentir assim. Essa é a coisa mais triste para o sofredor e a coisa mais frustrante para a pessoa que está o vendo sofrer.

É importante lembrar que eles não podem evitar isso e, pelo amor de Deus, a pior coisa que você pode fazer é começar a dar razões para que eles sejam felizes. Eles precisam procurar ajuda, precisam encontrar pessoas que possam ajudá-los nessa situação.

Nós só precisamos criar uma sociedade mais sensível - criar mais uma narrativa, mais um ambiente em que as pessoas sintam que podem conversar com alguém sobre isso. Eu sou a prova viva de que falar sobre isso - nem mesmo falar com alguém em particular - apenas articular o que eu estou passando me ajudou muito nos últimos meses. Eu posso realmente sentir a diferença.

Parade: Eric Bass fala sobre 'Get Up' e a conscientização sobre a saúde mental

Ontem, o site Parade, divulgou com exclusividade o 'Track X Track' de 'Get Up' e publicou uma entrevista com Eric Bass. O baixista conversou sobre a música 'Get Up', reação dos fãs/público, conscientização sobre a saúde mental e mais.

Confira:
O lançamento mais recente da banda multi-platina, Shinedown, Attention Attention, é cheio de bondade de rock de alta energia. Um excelente exemplo de sua música com um foco de mensagem é o seu single, "Get Up", uma música que se origina do carinho e do incentivo para quem lida com as dificuldades pessoais.

Escrito pelo vocalista Brent Smith, a música ganhou vida ao ver seu amigo, o baixista do Shinedown, Eric Bass, lidar com a depressão. Aqui neste vídeo e entrevista exclusiva, Brent, Eric e a banda compartilham a história por trás dessa música:
Eric: "Get Up" é a música que nos deixou saber o caminho deste álbum, foi a música que, pelo menos aos meus olhos, nos deixou bem em falarmos sobre nossos problemas.

Brent: Antes de cantar para ele e de finalizarmos. Eu disse que não sabia sobre o que escrever.

Então, eu acabei escrevendo sobre você (Eric) e estava morrendo de medo de que você pudesse ficar com raiva de mim porque não quis dizer... Eu não estava tentando pegar algo muito muito vulnerável em sua vida e eu não estava querendo te exibir, mas eu tive que escrever isso de um lugar real e é o que estava sendo dito para mim, acho que queria que fosse escrito.

E então, ele me disse "Wow, o que é isso?", eu olho agora e passei todo esse tempo pensando que meu amigo, membro da minha família, irmão, ficaria bravo comigo por descrevê-lo numa música e realmente deixar o mundo conhecer o seu modo complicado, mas você também é, realmente muito bonito em muitos níveis diferentes e é isso que faz de você ser quem você é.

Tradução da entrevista:
Shinedown escreveu "Get Up" de um lugar de vulnerabilidade e humanidade compartilhada. Por que você acha que é um foco importante?
Porque, colocando tudo isso lá fora, estamos dizendo: "Somos humanos. Nós nos esforçamos e lutamos todos os dias como você. Às vezes poderosamente." E mostrando nossas lutas e cicatrizes para nossos fãs e para o mundo todo, estamos deixando os que lidam com depressão ou abuso de substâncias saberem que não estão sozinhos. É importante para os membros da sociedade que não lidam com problemas de saúde mental entenderem que a depressão, ansiedade e coisas do gênero não são discriminatórias. Ela afeta pessoas de todas as idades, raças, gêneros e status socioeconômico. E quando você está vivendo com isso, sente o peso dessa tristeza e escuridão te pressionando e você não pode explicar a ninguém porque isso está acontecendo. É muito solitário.

Então, estamos aqui para dizer à essas pessoas: "Sim, eu sou uma estrela do rock. Sim, tenho um dos melhores empregos do planeta. Mas, assim como você, estou doente. Eu tenho depressão ou luto com o vício. Eu sei o que você está passando. Mas estou aqui para lhe trazer esperança." É por isso que é tão importante para nós mostrarmos nossa vulnerabilidade. Porque assim como todo mundo, somos humanos, não somos super humanos.



"Get Up" ajudou a moldar o caminho de 'Attention Attention'. A reação atendeu as suas expectativas?
A reação foi realmente incrível. Acho que as pessoas sentem a genuinidade da mensagem e a apoiam. "Get Up" foi realmente o nascimento do álbum 'Attention Attention'. Brent escreveu a letra sobre mim e minha luta contra a depressão e a ansiedade. Quando finalizamos "Get Up", sentimos que as portas emocionais estavam prestes a se abrir. De repente, foi bom para nós escrevermos sobre todos os nossos problemas e nossos demônios. A honestidade nesta música é evidente e é por isso que ressoa com todos que eu penso.

Sua música oferece esperança e encorajamento. Da forma que a mesma foi recebida, proveu esperança e encorajamento para você?
Foi uma das experiências mais terapêuticas da minha vida até agora. Pode parecer egoísta, mas consegui perder um pouco do peso que costumava carregar. Desde que a música foi lançada, eu tive muitos fãs conversando comigo sobre suas experiências com doenças mentais, e me perguntando como eu luto. Foi muito libertador. Isso me deixou menos envergonhado de mim mesmo. A capacidade de apenas abrir e falar sobre algo publicamente que eu mantive perto por tanto tempo tem sido fundamental. Isso realmente abriu meus olhos para o quão sufocado eu estava. Como pessoas, precisamos ter um diálogo melhor sobre o estigma associado a esses tipos de doenças. Chegou a hora das pessoas não se envergonharem ou ficarem com medo de pedir ajuda.

A conversa nacional sobre saúde mental e depressão parece estar crescendo, talvez não seja rápida o suficiente. Por que você acha importante desestigmatizar esses tópicos?
Porque isso é vida real e coisas da morte. Está acontecendo com pessoas que você conhece e ama agora. Infelizmente para eles, está acontecendo nas sombras, e eles estão com muito medo das consequências para dizer em voz alta: "Eu tenho um problema e eu não posso lutar sozinho." Especialmente as crianças, cara. Esses adolescentes são os únicos que partem meu coração. Há uma garota de 16 anos em algum lugar que está lidando com uma doença que ela nem entende ou talvez ela nem saiba que ela tem! Pense sobre isso. Deixe isso afundar por um minuto. Tudo o que ela sabe é que ela está sob muita pressão, está triste o tempo todo, não consegue sair da cama, as amigas dela não se relacionam com ela e os pais dela dizem que ela está "apenas passando por uma fase". Ela se sente sem esperança. Ela está com muito medo de pedir ajuda e decidiu que quer morrer. Uma jovem bonita com uma vida plena à sua frente quer se matar… aos 16 anos! E isso está acontecendo hoje, agora mesmo, na América.

Se nós, os músicos, os atores e atrizes, os atletas, as estrelas do YouTube e o Instagram, as pessoas que essas crianças acompanham, podem estar sofrendo com essas questões também, se pudermos encontrar a coragem de derrubar nossos medos, de mandar esse estigma para o inferno, fale sem vergonha e diga: "Eu sofro de depressão. Estou doente. Preciso de ajuda e não posso fazer isso sozinho", então, aquela garota de 16 anos pode saber pela primeira vez em sua juventude que não está sozinha. E ela pode procurar a ajuda que precisa.

Veja, se a depressão é o fogo da casa, então o estigma da doença mental é o peso do tornozelo de 80 libras que impede as pessoas de correr para fora do prédio em chamas. É a parte mais triste da história. Eles preferem se queimar vivos do que pedir ajuda. Quantas vidas poderiam ser mudadas ou salvas se as pessoas sentissem que poderiam pedir ajuda ao seu empregador ou professor sem medo de reação ou ridicularização? Isso mudaria toda a forma de como essas doenças são tratadas. Nós temos que mudar a narrativa e temos que fazer isso logo.

Você sente uma obrigação como banda, expor tópicos mais profundos ao público através de sua música? Ou é mais sobre evolução pessoal ou maturidade?
Nós sempre escrevemos o que sabemos. Nós não inventamos histórias ou algo assim. Nós sempre escrevemos músicas de um lugar muito honesto. Se durante esse processo podemos tocar em um assunto como fizemos com "Get Up", isso é incrível. No entanto, se você ouvir qualquer um dos nossos últimos, especialmente 'Attention Attention', acho que você vai descobrir que expor tópicos mais profundos se torna um subproduto dessa honestidade. Parece que sempre encontramos uma maneira de, sem querer, explorar as coisas pelas quais os outros estão passando. Nós nunca nos cansamos de ouvir os fãs nos dizendo como nossa música os ajudou. Até mesmo a salvar sua vida. E, ouvindo-os e conhecendo suas histórias, obtemos a evolução pessoal sobre a qual você perguntou. É algo mútuo. Nós colocamos nossa música no ar e parece sempre encontrar o caminho de volta para nós dez vezes! Eu juro que temos o melhor emprego do mundo.

Música Destaque: Devil

Trazemos hoje, um post exclusivo sobre o Shinedown e uma de suas músicas!
Para quem ainda não conhece, nós temos um especial em nosso site, chamado Música Destaque, o especial é realizado com os singles lançados da banda e em momentos comemorativos, publicamos as curiosidades das músicas que não foram lançadas como single, como aconteceu quando realizamos o nosso 10º especial/2012 (clique aqui) e a edição de Natal/2013 (clique aqui), ao todo, já publicamos curiosidades de 25 músicas, confira aqui.

No momento, a banda está em turnê para divulgar o seu mais recente álbum, 'Attention Attention', escolhemos então, realizar um especial com 'Devil', o primeiro single do mesmo!

Confira:
'Devil' é a segunda música e primeiro single do quinto álbum de estúdio do Shinedown, intitulado 'Attention Attention';
O single digital foi lançado no dia 07 de março/2018 e a produção do mesmo, assim como do álbum inteiro, foi realizada pelo baixista, Eric Bass;
'Devil', a primeira música totalmente formada do 'Attention Attention' após a introdução 'The Entrance' e é o começo da história sobre a jornada do personagem que supera seus medos, negatividade e lutas pessoais para se tornar uma pessoa melhor;
Na semana de lançamento do novo álbum, 'Devil' atingiu o 1º lugar na parada Active Rock, é o 24° single da banda e o 12° a atingir essa marca;

Apresentações:
A primeira apresentação de 'Devil' ao vivo aconteceu no show realizado em Deadwood, SD, nos Estados Unidos:


E a música foi apresentada de forma acústica pela primeira vez durante a participação da banda no BackStories/Guitar World:


Leia abaixo o significado da música e sua representatividade na história do álbum, segundo Brent Smith:
'Devil' é sobre ter medo e não somente de você, em alguns aspectos, mas do mundo ao seu redor, e entender que existem muitas coisas e muitas situações, pessoas, lugares, atmosferas e exposições diferentes que são colocadas em frente ao ser humano diariamente, e o mundo pode ser um lugar difícil para navegar. Então é aí que a história começa.
Em entrevista ao site Billboard, leia mais.
Essa é muito música universal, por causa da sua intensidade. É sobre estar aterrorizado e com medo. Você deve aceitar o fato de que não pode fingir que você não está com medo. A única maneira de fortalecer é respeitando que certas situações são aterrorizantes. O diabo pode ser você. Você precisa aprender a reajustar e sair do seu próprio caminho.
Matéria exclusiva sobre a banda via Atlantic Records, leia mais.
Acho que é a representatividade 'O que há por trás da cortina? O que há embaixo da cama? Você acredita no bicho-papão?' O fato é que não há ninguém atrás da cortina e não existe o bicho-papão, é você. Você é seu próprio pior inimigo e você tem que ser capaz de assumir o controle psicológico às vezes porque, como na música “Devil”, todo refrão, exceto o último, diz “O diabo está na sala ao lado”, já no último refrão "O diabo está ao seu lado".
Em entrevista ao site BuzzFeed, leia mais.

Clipe oficial:
O clipe oficial foi lançado no mesmo dia que o single digital, a produção do mesmo foi realizada por Bill Yukich. Em entrevista, Brent disse que o tratamento original do clipe acabou sendo arquivado e a versão final, levou ao conceito de gravar um clipe para cada música do álbum. Assista:

"Começa com uma história muito dramática. Não é um clipe tradicional, mesmo nos seus 4 minutos, nós compilamos muitas informações para o espectador, porque tudo foi criado pelo design; nós realmente queremos dizer algo com esse vídeo.
As cores são muito vibrantes, a maneira como foi editado e a quantidade de detalhes na história da música, o quanto ele conseguiu apresentar, é francamente diferente de tudo que eu consegui ver qualquer diretor fazendo. É como ser um novo artista... porque garanto que ninguém nunca viu o Shinedown nesta capacidade." explicou Brent Smith em entrevista.
Capa personalizada para Facebook:

Shinedown

  • Brent SmithVocal
  • Eric BassBaixo / Vocal
  • Zach MyersGuitarra / Vocal
  • Barry KerchBateria