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Shinedown Brazil: 7 anos + promoção 'Attention Attention'

Hoje, dia 21 de setembro, estamos comemorando o 7º aniversário do Shinedown Brazil e para comemorar, iremos sortear uma cópia do mais recente álbum de estúdio do Shinedown, 'Attention Attention'.

Antes de tudo, gostaríamos de agradecer os fãs que nos acompanham diariamente, é muito importante para nós termos o apoio de vocês, pois buscamos sempre levar mais longe o nome do Shinedown em busca de uma fan base maior no Brasil. Tudo que fazemos é de fã para fã e esta nova promoção, é para você.

Para participar, confira o regulamento:
1. O fã participante deve residir no Brasil;
2. Preencher o formulário que criamos (clique aqui) e preencher todas as informações corretamente;
   2.1 Nome e e-mail para cadastro.
   2.2 Curtir e seguir o Shinedown Brazil nas redes sociais. (No mínimo em duas redes sociais, caso resolva deixar de curtir/seguir uma das redes, preencha na resposta 'em branco').
   2.3 Comentar no post da promoção no Facebook ou Instagram a sua música favorita do álbum 'Attention Attention'.
3. O(A) ganhador(a) será escolhido de forma aleatória na ferramenta de sorteio, Rafflecopter. Cada participante que preencher o formulário terá seu nome inscrito desde que realmente cumpra com as etapas pedidas;
   3.1 Se o(a) sorteado(a) tiver preenchido as informações sem realizá-las, será desclassificado(a) e um outro sorteio será imediatamente realizado.
4. A promoção é válida a partir do dia 21 de setembro de 2018 e até o dia 14 de outubro de 2018. O sorteio acontecerá no dia 15 de outubro de 2018, o resultado será publicado em nosso site e entraremos em contato com o(a) fã vencedor(a) através do e-mail contato@shinedownbrazil.com, caso o mesmo não seja respondido no prazo de 48 horas, acontecerá um novo sorteio.
5. O prêmio será enviado para o(a) sorteado(a) sem custo algum e não poderá ser trocado ou convertido em dinheiro em hipótese alguma.
6. Os participantes concordam com a utilização de suas fotos, nomes, depoimentos e etc para divulgação da promoção sem qualquer ônus adicional.

Setembro Amarelo

Não deve ser novidade para nenhum fã do Shinedown, que o quinto álbum de estúdio, 'Attention Attention', conta a história de uma jornada mental, emocional e física do personagem que supera seus momentos mais sombrios e sua evolução é visivelmente percebida a cada música.

E neste mês mundial de prevenção do suicídio, conhecido como Setembro Amarelo, resolvemos deixar o nosso apoio à causa em nosso site, relembrando alguns comentários sobre a conscientização sobre a saúde mental realizados pela banda em entrevistas e também as mensagens em suas músicas.

45:
Quando o single '45' do álbum de estreia 'Leave A Whisper' foi lançado, a banda recebeu muitos comentários sobre o que a música realmente se tratava. O seu clipe, por exemplo, foi recusado a ser exibido no canal da MTV por conta do refrão que diz 'Eu estou olhando para o cano de uma 45', mas no caso, a letra não tem a mínima referência à arma ou até mesmo suicídio, pois se trata de uma metáfora.

Confiram a explicação dessa metáfora nas palavras do vocalista Brent Smith:
Eu acho que muitas pessoas tomam um sentido literal por causa das letras - mas a música é basicamente sobre o dia em que você acorda, se olha no espelho e finalmente decide que você quer se sentir confortável em sua própria pele e percebe que você vai ter que se fazer feliz antes de fazer qualquer outra pessoa feliz. Basicamente, 45 não é sobre o sentido literal de uma arma, eu usei isso como uma metáfora para o mundo, o 45 é na verdade, o mundo e o que lhe entrega todos os dias da sua vida.

Quando você se levanta, é um presente estar vivo. Quando falei sobre isso, eles disseram: "Você realmente quer dizer isso?" E eu, 'Sim'. Porque eu estive nessa situação onde eu não sabia se queria continuar e não sabia como necessariamente me sentir confortável com quem eu era, tentando encontrar uma maneira de aprender mais sobre mim. Às vezes, você não teve um bom momento, e essa é realmente a realidade da música. É sobre superar e sobre seguir em frente. E é basicamente sobre entender que nem sempre vai ser bom, mas você realmente não tem ninguém para culpar por si mesmo, se você não segue em frente. É aí que vem a frase, "Ninguém sabe o que eu acredito", porque somos todos indivíduos. Então, é realmente sobre seguir em frente, de verdade.

Bully:
Com 'Bully', o primeiro single do álbum 'Amaryllis', o Shinedown falou a respeito do bullying, o assédio psicológico e físico que também é visto como uma das causas do suicídio no mundo.

Assim que o single foi lançado, o guitarrista, Zach Myers, resolveu compartilhou no Facebook, a história de quando ele sofreu de bullying ainda na escola, leia a tradução aqui.
E em uma entrevista realizada em 2012, ele comentou:
Se alguém está abusando mentalmente ou fisicamente de você, empurre. Seja mais esperto que eles. Seja maior. Nem sempre você tem que ir embora. Às vezes você tem que se levantar por si mesmo. Nunca desista de seu amor-próprio por alguém que é mais ignorante do que você.
Vale reforçar que ao falar sobre o assunto, a banda não teve intenção em conduz violência e sim a sobrevivência.

Get Up:
O single mais recente, 'Get Up' do álbum 'Attention Attention' traz uma mensagem poderosa sobre a saúde mental e a mesma foi escrita pelo vocalista Brent Smith sobre a depressão que o baixista Eric Bass enfrenta.

Para Brent, escrever a letra da música foi uma das coisas mais difíceis para ele, pois estava preocupado com o que Eric iria achar. Em entrevista, o vocalista comentou o quão importante é entender e respeitar sobre o assunto:
É apenas o fato de que algumas pessoas não têm ninguém com quem conversar. Muitas vezes, as pessoas que sofrem de depressão clínica nunca querem sentir que estão incomodando os outros. Há momentos em que você tem que ser aquele que vê o que está acontecendo e simplesmente caminha até aquela pessoa com quem você se importa e diz à ela que você está lá por ela e que quer conversar sobre o que está acontecendo. Eu não tenho diploma. Quer dizer, eu não sou médico, mas eu me importo.
E para encerrar o post...
Recentemente, em entrevista ao site Salon, Eric comentou de forma profunda sobre o assunto e deixou uma mensagem que serve para todos:
Não discrimine. Não importa qual seja a sua idade, raça, situação econômica social. Isso vai te derrubar e quando você estiver tendo um episódio depressivo ou triste, isso não importa. Nada disso importa. Você não pode nem mesmo dar às pessoas uma razão, porque você não sabe o motivo de se sentir assim. Essa é a coisa mais triste para o sofredor e a coisa mais frustrante para a pessoa que está o vendo sofrer. (Leia mais, clicando aqui)
Caso você esteja precisando de ajuda - e/ou não tenha ninguém para conversar sobre isso - no Brasil, o Centro de Valorização da Vida tem voluntários que atendem gratuitamente no chat ou telefone (ligue 188 - 24 horas).

Salon: Shinedown remove o estigma da saúde mental e vício em 'Attention Attention'

Em entrevista ao site SalonEric Bass e Brent Smith falaram profundamente sobre o single 'Get Up', relacionamento com os fãs e sobre o estigma da saúde mental e vício.

Leia abaixo:
Para o álbum mais recente do Shinedown, 'Attention Attention', a banda de rock decidiu ser realmente pessoal, e nenhuma música é mais vulnerável do que "Get Up". O vocalista Brent Smith escreveu depois de ver seu amigo e colega de banda, o baixista Eric Bass, lutar contra a depressão clínica.



Em essência, a música lida com empatia. A letra de Smith reflete uma experiência compartilhada. Embora ele possa não ter sofrido as mesmas dificuldades que Bass com depressão, a dor pode - infelizmente - ser uma experiência humana universal e essa sensação de apoio incondicional e solidariedade para com seu amigo é o fator determinante por trás da música.

Notavelmente, "Get Up" não foi pré-planejado. Bass criou a música para isso e Smith não compartilhou a letra ou a motivação para a música até que ela fosse gravada. No entanto, Bass sabia imediatamente de quem era a música, quando Smith estabeleceu os vocais.

Em um breve intervalo da turnê mundial da banda, Smith e Bass falaram com Salon sobre "Get Up", saúde mental, vício e como mostrar a vulnerabilidade fortaleceu seu relacionamento com seus fãs.

Vamos começar falando sobre "Get Up". Conte-me sobre o single, a música e a mensagem.
Brent: Foi como um raio tivesse nos atingido com inspiração na época, porque eu tinha tanto medo de cruzar a linha da nossa amizade - porque eu nunca tinha feito algo tão pessoal antes em relação a mim e a ele - que eu não quis ofendê-lo. E eu não queria o aborrecer, porque eu o amo. Ele é meu parceiro, meu colega de banda e nós criamos juntos. Essa foi uma coisa muito pessoal que acabei de expressar para ele. E ele não ficou chateado. Eu estava com tanto medo de cruzar a linha com ele, mas Eric apenas removeu a linha.

Essa música foi uma inspiração para o resto das músicas que se tornou "Attention Attention". Quer dizer, "Get Up" foi um grande momento crucial não apenas para nós, mas apenas para fazer o álbum. Foi um momento muito poderoso.

Eric: Nós sentimos que "Get Up" basicamente desbloqueou esse álbum. Brent e eu tivemos conversas antes dessa música sobre alguns dos assuntos sobre os quais havíamos começado a escrever - que eram problemas de abuso de substâncias - e algumas das coisas que passamos juntos nos últimos dois anos, lidando com isso. e também com a minha depressão.

Nós desmoronamos e nos recompomos novamente. Resolvemos escrever sobre isso, mas foi preciso uma música como "Get Up" para fazer tudo dar certo. Aqui está algo que foi realmente pessoal para mim. Minha esposa, pessoas mais próximas da minha família e meus colegas de banda eram realmente as únicas pessoas que sabiam alguma coisa sobre meus problemas de depressão grave.

Nós tiramos as algemas naquele momento e dissemos: 'Vamos apenas escrever honestamente. Vamos escrever a história do que aconteceu nos últimos anos e fazer o álbum disso'. As pessoas vão se identificar com isso. As pessoas amam a honestidade, especialmente nossos fãs. Eles adoram o fato de que escrevemos algo que é tão pessoal, mas eles podem encontrar um pedaço deles em cada uma dessas músicas - especialmente uma música como 'Get Up'.

Eric, você já teve medo de deixar Brent escrever essa música ou falar publicamente sobre suas lutas? É uma posição muito vulnerável para se estar.
Eric: Certamente, é um lugar vulnerável. Eu não estava realmente com medo disso. Eu não sabia o que ia dizer para outras pessoas. Eu acho que mais do que qualquer coisa, mais do que estar com medo - eu sabia disso, porque ia vir à tona, que isso é o que eu passo e muitas pessoas passam pelas mesmas coisas - eu teria que envolver as pessoas na conversa. E eles iam me envolver em uma conversa, fazendo perguntas sobre isso. Estou sempre com medo de não ter a resposta certa para eles. Você sabe, porque eu não sou um terapeuta. Estou lidando com isso como eles também estão. E, então, realmente para mim, a única apreensão que tive com isso é: o que acontece se alguém realmente me procurar e estiver precisando de ajuda?

Eu nunca me preocupei com qualquer tipo de estigma ou qualquer coisa para ser honesto com você. Na verdade, foi um grande alívio poder articular algumas dessas coisas e conversar com as pessoas sobre o que eu tinha medo de falar com elas. Eu nem sempre tenho todas as respostas para eles, mas só de envolvê-los na conversa e ter um diálogo, mesmo que seja por três minutos em um meet and greet, isso realmente tem sido muito terapêutico para mim.

Eu quero falar sobre alguns trechos da música. "I'm on the bright side of being hell bent / So, take it from me, you're not the only one/ Who can't see straight." ("Eu estou do lado bom de ser muito determinado / Então acredite por mim, você não é o único / Que não consegue ver direito") Eles são muito poderosos.
Eric: Eles são na verdade alguns dos melhores da letra e são muito pessoais para mim.

Eu amo o fato de que Brent - quando ele escreveu a música - ele escreveu o primeiro verso realmente apenas sobre nós dois. E eu lembro que foi algo que realmente me agarrou e foi muito emocionante para mim, na verdade, porque desde o primeiro verso, eu sei que ele está escrevendo sobre mim quando ele está falando sobre "Clinging to the light of day" ("Apegando à luz do dia") e "Medication doesn't do much, it just numbs your brain." ("A medicação não faz muito, apenas entorpece seu cérebro"). Então quando ele diz, "Guess you might say I'm a little intense/ I'm on the bright side of being hellbent/ So, take it from me, you're not the only one/ Who can't see straight." ("Acho que você pode dizer que sou um pouco intenso / Eu estou do lado bom de ser muito determinado / Então acredite por mim, você não é o único / Que não consegue ver direito" Ele está falando de si mesmo.

Brent é um cara super-intenso e ele tem estado passado por coisas realmente difíceis. Ele está falando sobre lutar com seus problemas de vício e saber que ele tem que respeitar isso - assim como eu tenho que respeitar minha depressão. E é por isso que ele está diz: "You're not the only one/ Who can't see straight." ("Você não é o único / Que não pode ver direito"). Eu sei que não estou sozinho quando ele diz isso. Eu sempre amei essa frase na música.

Estou interessada se seu relacionamento ou sua conexão com seus fãs se fortaleceram ou se transformaram por causa da honestidade dessa música.
Brent: O mais incrível é que, seja alguém que tenha estado com a banda desde o primeiro álbum ou se descobriu quem é o Shinedown - especialmente com esse álbum, e essas músicas - o importante a se fazer, na verdade, é deixá-los falar. Nós escrevemos o material, mas queremos que eles possam falar sobre isso, porque eles podem nunca ter falado sobre isso.

Nós conhecemos muitas pessoas em turnê e muitas vezes elas só querem contar sua história ou o que elas passaram. E, realmente para nós, é sobre ouví-los e dedicar o nosso tempo. Às vezes, nós nem temos que dizer nada para eles, porque eles falam sobre as letras e as músicas. Eles sabem que é extremamente genuíno de nós, porque não podemos extrair músicas do nada. Tem que ser real. Então, muitas vezes, basta permitirmos que eles falem. É isso que tentamos fazer como banda - e dar à eles um apoio- tanto quanto eles nos apoiaram.

Eric: O sucesso do Shinedown é exatamente o que Brent acabou de dizer, é o fato de ser honesto. Nós nunca inventamos nada. Esse também tem sido o sucesso do Rock 'n' Roll, e muitas pessoas dirão que o Rock está morto. Kurt Cobain também estava sendo brutalmente honesto - isso entrava nas pessoas. As pessoas se agarraram ao que ele estava dizendo. Shinedown é uma banda completamente diferente, então nós temos uma mensagem diferente. Mas não estamos escrevendo músicas para o clube - estamos escrevendo o que sabemos. Estamos escrevendo nossas experiências e realizando-as através da música. Se uma criança pode ouvir nossa música e dizer: "Ele está escrevendo sobre algo que ele sabe que viveu, e eu vivi a mesma coisa", isso lhes dá esperança.

O que você acha importante para as pessoas lembrarem e reconhecerem enquanto continuamos tentando remover o estigma em torno da saúde mental?
Eric: O importante para as pessoas lembrarem que nunca sofreram com qualquer tipo de depressão, TEPT (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), saúde mental, qualquer coisa assim, é que: As pessoas que têm o problema não sabem mais do que as pessoas que não têm. Você se sente triste. Você não sabe porque se sente triste.

Minha esposa, que graças a Deus não sofre com nada disso, está comigo há 24 anos. E ela até hoje não entende nada do que eu passei, mas ela entende que é real para mim. Quando ela vê que eu estou triste, ela não diz: "O que há de errado com você? Você não tem motivos para ficar deprimido!" ou começa a listar as razões pelas quais eu não deveria sentir o que sinto.

Não discrimine. Não importa qual seja a sua idade, raça, situação econômica social. Isso vai te derrubar e quando você estiver tendo um episódio depressivo ou triste, isso não importa. Nada disso importa. Você não pode nem mesmo dar às pessoas uma razão, porque você não sabe o motivo de se sentir assim. Essa é a coisa mais triste para o sofredor e a coisa mais frustrante para a pessoa que está o vendo sofrer.

É importante lembrar que eles não podem evitar isso e, pelo amor de Deus, a pior coisa que você pode fazer é começar a dar razões para que eles sejam felizes. Eles precisam procurar ajuda, precisam encontrar pessoas que possam ajudá-los nessa situação.

Nós só precisamos criar uma sociedade mais sensível - criar mais uma narrativa, mais um ambiente em que as pessoas sintam que podem conversar com alguém sobre isso. Eu sou a prova viva de que falar sobre isso - nem mesmo falar com alguém em particular - apenas articular o que eu estou passando me ajudou muito nos últimos meses. Eu posso realmente sentir a diferença.

Parade: Eric Bass fala sobre 'Get Up' e a conscientização sobre a saúde mental

Ontem, o site Parade, divulgou com exclusividade o 'Track X Track' de 'Get Up' e publicou uma entrevista com Eric Bass. O baixista conversou sobre a música 'Get Up', reação dos fãs/público, conscientização sobre a saúde mental e mais.

Confira:
O lançamento mais recente da banda multi-platina, Shinedown, Attention Attention, é cheio de bondade de rock de alta energia. Um excelente exemplo de sua música com um foco de mensagem é o seu single, "Get Up", uma música que se origina do carinho e do incentivo para quem lida com as dificuldades pessoais.

Escrito pelo vocalista Brent Smith, a música ganhou vida ao ver seu amigo, o baixista do Shinedown, Eric Bass, lidar com a depressão. Aqui neste vídeo e entrevista exclusiva, Brent, Eric e a banda compartilham a história por trás dessa música:
Eric: "Get Up" é a música que nos deixou saber o caminho deste álbum, foi a música que, pelo menos aos meus olhos, nos deixou bem em falarmos sobre nossos problemas.

Brent: Antes de cantar para ele e de finalizarmos. Eu disse que não sabia sobre o que escrever.

Então, eu acabei escrevendo sobre você (Eric) e estava morrendo de medo de que você pudesse ficar com raiva de mim porque não quis dizer... Eu não estava tentando pegar algo muito muito vulnerável em sua vida e eu não estava querendo te exibir, mas eu tive que escrever isso de um lugar real e é o que estava sendo dito para mim, acho que queria que fosse escrito.

E então, ele me disse "Wow, o que é isso?", eu olho agora e passei todo esse tempo pensando que meu amigo, membro da minha família, irmão, ficaria bravo comigo por descrevê-lo numa música e realmente deixar o mundo conhecer o seu modo complicado, mas você também é, realmente muito bonito em muitos níveis diferentes e é isso que faz de você ser quem você é.

Tradução da entrevista:
Shinedown escreveu "Get Up" de um lugar de vulnerabilidade e humanidade compartilhada. Por que você acha que é um foco importante?
Porque, colocando tudo isso lá fora, estamos dizendo: "Somos humanos. Nós nos esforçamos e lutamos todos os dias como você. Às vezes poderosamente." E mostrando nossas lutas e cicatrizes para nossos fãs e para o mundo todo, estamos deixando os que lidam com depressão ou abuso de substâncias saberem que não estão sozinhos. É importante para os membros da sociedade que não lidam com problemas de saúde mental entenderem que a depressão, ansiedade e coisas do gênero não são discriminatórias. Ela afeta pessoas de todas as idades, raças, gêneros e status socioeconômico. E quando você está vivendo com isso, sente o peso dessa tristeza e escuridão te pressionando e você não pode explicar a ninguém porque isso está acontecendo. É muito solitário.

Então, estamos aqui para dizer à essas pessoas: "Sim, eu sou uma estrela do rock. Sim, tenho um dos melhores empregos do planeta. Mas, assim como você, estou doente. Eu tenho depressão ou luto com o vício. Eu sei o que você está passando. Mas estou aqui para lhe trazer esperança." É por isso que é tão importante para nós mostrarmos nossa vulnerabilidade. Porque assim como todo mundo, somos humanos, não somos super humanos.



"Get Up" ajudou a moldar o caminho de 'Attention Attention'. A reação atendeu as suas expectativas?
A reação foi realmente incrível. Acho que as pessoas sentem a genuinidade da mensagem e a apoiam. "Get Up" foi realmente o nascimento do álbum 'Attention Attention'. Brent escreveu a letra sobre mim e minha luta contra a depressão e a ansiedade. Quando finalizamos "Get Up", sentimos que as portas emocionais estavam prestes a se abrir. De repente, foi bom para nós escrevermos sobre todos os nossos problemas e nossos demônios. A honestidade nesta música é evidente e é por isso que ressoa com todos que eu penso.

Sua música oferece esperança e encorajamento. Da forma que a mesma foi recebida, proveu esperança e encorajamento para você?
Foi uma das experiências mais terapêuticas da minha vida até agora. Pode parecer egoísta, mas consegui perder um pouco do peso que costumava carregar. Desde que a música foi lançada, eu tive muitos fãs conversando comigo sobre suas experiências com doenças mentais, e me perguntando como eu luto. Foi muito libertador. Isso me deixou menos envergonhado de mim mesmo. A capacidade de apenas abrir e falar sobre algo publicamente que eu mantive perto por tanto tempo tem sido fundamental. Isso realmente abriu meus olhos para o quão sufocado eu estava. Como pessoas, precisamos ter um diálogo melhor sobre o estigma associado a esses tipos de doenças. Chegou a hora das pessoas não se envergonharem ou ficarem com medo de pedir ajuda.

A conversa nacional sobre saúde mental e depressão parece estar crescendo, talvez não seja rápida o suficiente. Por que você acha importante desestigmatizar esses tópicos?
Porque isso é vida real e coisas da morte. Está acontecendo com pessoas que você conhece e ama agora. Infelizmente para eles, está acontecendo nas sombras, e eles estão com muito medo das consequências para dizer em voz alta: "Eu tenho um problema e eu não posso lutar sozinho." Especialmente as crianças, cara. Esses adolescentes são os únicos que partem meu coração. Há uma garota de 16 anos em algum lugar que está lidando com uma doença que ela nem entende ou talvez ela nem saiba que ela tem! Pense sobre isso. Deixe isso afundar por um minuto. Tudo o que ela sabe é que ela está sob muita pressão, está triste o tempo todo, não consegue sair da cama, as amigas dela não se relacionam com ela e os pais dela dizem que ela está "apenas passando por uma fase". Ela se sente sem esperança. Ela está com muito medo de pedir ajuda e decidiu que quer morrer. Uma jovem bonita com uma vida plena à sua frente quer se matar… aos 16 anos! E isso está acontecendo hoje, agora mesmo, na América.

Se nós, os músicos, os atores e atrizes, os atletas, as estrelas do YouTube e o Instagram, as pessoas que essas crianças acompanham, podem estar sofrendo com essas questões também, se pudermos encontrar a coragem de derrubar nossos medos, de mandar esse estigma para o inferno, fale sem vergonha e diga: "Eu sofro de depressão. Estou doente. Preciso de ajuda e não posso fazer isso sozinho", então, aquela garota de 16 anos pode saber pela primeira vez em sua juventude que não está sozinha. E ela pode procurar a ajuda que precisa.

Veja, se a depressão é o fogo da casa, então o estigma da doença mental é o peso do tornozelo de 80 libras que impede as pessoas de correr para fora do prédio em chamas. É a parte mais triste da história. Eles preferem se queimar vivos do que pedir ajuda. Quantas vidas poderiam ser mudadas ou salvas se as pessoas sentissem que poderiam pedir ajuda ao seu empregador ou professor sem medo de reação ou ridicularização? Isso mudaria toda a forma de como essas doenças são tratadas. Nós temos que mudar a narrativa e temos que fazer isso logo.

Você sente uma obrigação como banda, expor tópicos mais profundos ao público através de sua música? Ou é mais sobre evolução pessoal ou maturidade?
Nós sempre escrevemos o que sabemos. Nós não inventamos histórias ou algo assim. Nós sempre escrevemos músicas de um lugar muito honesto. Se durante esse processo podemos tocar em um assunto como fizemos com "Get Up", isso é incrível. No entanto, se você ouvir qualquer um dos nossos últimos, especialmente 'Attention Attention', acho que você vai descobrir que expor tópicos mais profundos se torna um subproduto dessa honestidade. Parece que sempre encontramos uma maneira de, sem querer, explorar as coisas pelas quais os outros estão passando. Nós nunca nos cansamos de ouvir os fãs nos dizendo como nossa música os ajudou. Até mesmo a salvar sua vida. E, ouvindo-os e conhecendo suas histórias, obtemos a evolução pessoal sobre a qual você perguntou. É algo mútuo. Nós colocamos nossa música no ar e parece sempre encontrar o caminho de volta para nós dez vezes! Eu juro que temos o melhor emprego do mundo.

Música Destaque: Devil

Trazemos hoje, um post exclusivo sobre o Shinedown e uma de suas músicas!
Para quem ainda não conhece, nós temos um especial em nosso site, chamado Música Destaque, o especial é realizado com os singles lançados da banda e em momentos comemorativos, publicamos as curiosidades das músicas que não foram lançadas como single, como aconteceu quando realizamos o nosso 10º especial/2012 (clique aqui) e a edição de Natal/2013 (clique aqui), ao todo, já publicamos curiosidades de 25 músicas, confira aqui.

No momento, a banda está em turnê para divulgar o seu mais recente álbum, 'Attention Attention', escolhemos então, realizar um especial com 'Devil', o primeiro single do mesmo!

Confira:
'Devil' é a segunda música e primeiro single do quinto álbum de estúdio do Shinedown, intitulado 'Attention Attention';
O single digital foi lançado no dia 07 de março/2018 e a produção do mesmo, assim como do álbum inteiro, foi realizada pelo baixista, Eric Bass;
'Devil', a primeira música totalmente formada do 'Attention Attention' após a introdução 'The Entrance' e é o começo da história sobre a jornada do personagem que supera seus medos, negatividade e lutas pessoais para se tornar uma pessoa melhor;
Na semana de lançamento do novo álbum, 'Devil' atingiu o 1º lugar na parada Active Rock, é o 24° single da banda e o 12° a atingir essa marca;

Apresentações:
A primeira apresentação de 'Devil' ao vivo aconteceu no show realizado em Deadwood, SD, nos Estados Unidos:


E a música foi apresentada de forma acústica pela primeira vez durante a participação da banda no BackStories/Guitar World:


Leia abaixo o significado da música e sua representatividade na história do álbum, segundo Brent Smith:
'Devil' é sobre ter medo e não somente de você, em alguns aspectos, mas do mundo ao seu redor, e entender que existem muitas coisas e muitas situações, pessoas, lugares, atmosferas e exposições diferentes que são colocadas em frente ao ser humano diariamente, e o mundo pode ser um lugar difícil para navegar. Então é aí que a história começa.
Em entrevista ao site Billboard, leia mais.
Essa é muito música universal, por causa da sua intensidade. É sobre estar aterrorizado e com medo. Você deve aceitar o fato de que não pode fingir que você não está com medo. A única maneira de fortalecer é respeitando que certas situações são aterrorizantes. O diabo pode ser você. Você precisa aprender a reajustar e sair do seu próprio caminho.
Matéria exclusiva sobre a banda via Atlantic Records, leia mais.
Acho que é a representatividade 'O que há por trás da cortina? O que há embaixo da cama? Você acredita no bicho-papão?' O fato é que não há ninguém atrás da cortina e não existe o bicho-papão, é você. Você é seu próprio pior inimigo e você tem que ser capaz de assumir o controle psicológico às vezes porque, como na música “Devil”, todo refrão, exceto o último, diz “O diabo está na sala ao lado”, já no último refrão "O diabo está ao seu lado".
Em entrevista ao site BuzzFeed, leia mais.

Clipe oficial:
O clipe oficial foi lançado no mesmo dia que o single digital, a produção do mesmo foi realizada por Bill Yukich. Em entrevista, Brent disse que o tratamento original do clipe acabou sendo arquivado e a versão final, levou ao conceito de gravar um clipe para cada música do álbum. Assista:

"Começa com uma história muito dramática. Não é um clipe tradicional, mesmo nos seus 4 minutos, nós compilamos muitas informações para o espectador, porque tudo foi criado pelo design; nós realmente queremos dizer algo com esse vídeo.
As cores são muito vibrantes, a maneira como foi editado e a quantidade de detalhes na história da música, o quanto ele conseguiu apresentar, é francamente diferente de tudo que eu consegui ver qualquer diretor fazendo. É como ser um novo artista... porque garanto que ninguém nunca viu o Shinedown nesta capacidade." explicou Brent Smith em entrevista.
Capa personalizada para Facebook:

BuzzFeed: Brent Smith fala sobre a evolução da banda ao lançar 'Attention Attention" #2

Publicamos anteriormente, a primeira parte da entrevista que o site BuzzFeed realizou com Brent Smith. Agora vocês também podem conferir a segunda parte na qual o vocalista comenta sobre o álbum 'Attention Attention', turnê com o Godsmack (a qual está acontecendo no momento), planos futuros e mais.

Leia abaixo:
Você chamaria 'Attention Attention' seu melhor álbum até agora?
Oh, de longe. Até agora, sinto que essa é a maior conquista da banda. O que é interessante, porque também estamos celebrando o décimo aniversário do 'The Sound of Madness' esse ano, muitas pessoas diriam, do ponto de vista de carreira, que provavelmente é o álbum mais reconhecido em nosso repertório, mas mais uma vez 'The Sound of Madness' tem dez anos, 'Attention Attention', tem apenas dois meses e vinte dias.

Isso vai ser um pouco injusto, mas se você tivesse permissão para enviar um único álbum do Shinedown em uma espaçonave ou missão da NASA para Marte, qual seria?
Eu enviaria 'Attention Attention' porque é onde estamos agora, e também está aceitando o fato de que os quatro homens que o escreveram, produziram e apresentaram ao mundo já haviam escrito esses outros álbuns. Nós já passamos por essas viagens. Já passamos por 'Leave a Whisper', já fizemos 'Us and Them', já sabemos que criamos 'The Sound of Madness', já vimos o que 'Threat to Survival' parece e agora só queremos sua atenção (referência ao nome do álbum, 'Attention Attention').

Como tem sido a turnê na Europa? Há grande diferença entre o público europeu e o americano?
Está realmente fora de controle, no bom sentido. Nós tocamos na frente de 120.000 pessoas em Donnington há algumas semanas e a resposta do lado internacional foi impressionante. Há muitas turnês internacionais para fazer neste álbum. Estávamos na Áustria e tinham pessoas que esperaram dezessete anos para nos ver tocar e só fizemos um show de 45 minutos, mas provavelmente tocamos para quinze mil pessoas às duas horas da tarde. Foi o primeiro dia deste festival e fizemos a sessão de autógrafos mais longa de qualquer um dos artistas. A maioria das pessoas na fila nos disseram que esperaram uma década para nos ver tocar, isso é bastante notável e impressionante de várias maneiras. Nós dissemos à eles que não terão que esperar mais sete anos para voltarmos. Estamos muito honrados pelo fato de que eles nos viram tocar hoje. Eles ouvem música de forma um pouco diferente nos mercados europeus e no Reino Unido. Na Europa, a música é como uma religião e é intensa.

As novas músicas foram tão entusiasticamente recebidas tanto quanto os hinos mais antigos de Shinedown?
Quando se trata de Shinedown e o que somos, temos que escrever sobre o que sabemos, mas na mesma respiração nós apenas olhamos para o lado sonoro do que fazemos diferente a cada momento. A base de fãs, se eles estiveram lá desde o primeiro dia ou eles estão apenas descobrindo quem somos, é interessante porque muita gente sabe que “essa banda está sempre buscando alcançar o próximo nível.” Então, é bom ver que eles sabem que nós trabalhamos muito, muito duro no que fazemos, a fim de dar a eles cada parte de quem somos e ter certeza de que estamos dando o melhor que temos.

Para a próxima turnê americana do Shinedown, a banda Godsmack também estará com vocês. Para o ouvinte médio, parece um par improvável. Ou é?
Em dezembro do ano passado, eu recebi um telefonema de Sully Erna, que é o vocalista do Godsmack, porque ele tinha escutado um boato que eu estava perguntando qual seria seu ciclo de turnê porque eles não haviam lançado um álbum durante um tempo. Eles estão por aí há algum tempo e tiveram muito sucesso no mundo do Rock e do Metal, e não saíram. Ele me ligou, conversamos sobre isso e sabíamos que nossos ciclos de gravação iriam se equiparar e nós sentíamos como se nós dois pudéssemos tocar juntos. Já temos cerca de 40 shows anunciados agora, mas esses lugares que estamos tocando têm entre quinze e vinte mil pessoas por noite. Acho que nos entreolhamos o nosso repertório e como poderíamos fazer juntos, e mostrar uma camaradagem, acho que é por isso que vai dar certo.

O que o público norte-americano espera ver e ouvir na turnê de verão de 2018 do Shinedown? Uma mistura perfeita de velho e novo? Uma ótima representação dos seus quinze anos como banda?
Eu acho que a única maneira de saber, será indo aos shows. Eu posso dizer às pessoas isso, será o mais exagerado, selvagem, Rock&Roll que eles já presenciaram. Dentro disso, quero que as pessoas lembrem que, quando dizemos Rock&Roll, há muitos gêneros musicais em todo o mundo, há muitos estilos diferentes. Mas nós não olhamos para o Rock&Roll  como um gênero ou um estilo, nós olhamos como um estilo de vida. É uma comunidade. É também um espírito, há algo para todos e todos são bem-vindos. De oito anos de idade para oitenta, não importa de onde você é, não importa o que você acredita, todo mundo é bem-vindo. Queríamos montar um show para o público em que pudéssemos dar à eles o melhor da vida e é exatamente isso que faremos.

Vocês planejam voltar ao estúdio depois da turnê?
Não inicialmente, porque honestamente já estamos começando reservando datas em 2019. Depois que terminarmos a turnê com o Godsmack no final de outubro, iremos para o Reino Unido em novembro e dezembro... então não há tempo no estúdio agora.

Como você acompanha um álbum espetacularmente incrível como "Attention Attention"? Será que o seu sucesso rápido adiciona alguma pressão extra para chegar em algo ainda mais extraordinário?
Eu tenho que ser honesto, como eu disse, o álbum tem dois meses e vinte dias, não somos conhecidos por lançarmos um ou dois singles e voltarmos ao estúdio. Somos conhecidos por lançar em qualquer lugar entre quatro ou cinco, mais de seis singles. Quando Casey Kasem saiu do ar depois de mais de 35 anos, provavelmente um dos DJs mais famosos da história, a música No.1 no país foi "Second Chance". Não colocamos nenhuma etiqueta no que fazemos porque não há ninguém como Shinedown, exceto os quatro senhores que estão no Shinedown. Isso se relaciona com a nossa família e equipe, "Attention Attention" acabou de ser lançado e há muito espaço para conquistar. Estou nervoso com o próximo álbum? Não, eu não preciso ficar nervoso com o próximo, porque tudo o que sabemos fazer é sermos nós mesmos, desde que não percamos de vista que eu nunca vou ficar preocupado pois nós sempre vamos dizer que somos assim. Sempre seremos honestos com nosso público. No final do dia, eu sempre digo isso porque é verdade: só temos um chefe, todos que estão na platéia.

Eu só quero que a banda nunca fique satisfeita. Isso é algo que é muito importante para mim, porque nós realmente não acreditamos em um ‘topo’, sempre olhamos para cada obstáculo ou qualquer outra coisa que precisávamos fazer diante de nós como escalar uma montanha. Quando você olha para a montanha sozinho, você pode não conseguir chegar ao topo, mas se você fazer isso junto, você pode chegar ao topo. Depois, quando você chegar lá, pode olhar em volta e não há problema em dar tapinhas nas costas um do outro e dizer "Bom trabalho", mas basta encontrar uma montanha maior. É por isso que estamos aqui, é o que fazemos. Todo mundo sempre me diz que eu preciso de um hobby e eu fico tipo "por que eu preciso de um hobby quando eu já amo o que eu faço?" A maior coisa para mim é querer poder passar mais tempo com meu filho, ele está no topo. Sempre. Eu sei que estou aqui e trabalho muito, mas todos os outros estão aqui. Todo mundo tem famílias também, mas meu filho tem 10 anos agora e eu só quero ter certeza de que temos bons momentos enquanto ele entra em sua adolescência. Eu e a mãe dela temos um ótimo relacionamento, não estamos juntos, mas temos muita sorte de conversarmos uns com o outro, nos respeitarmos e amarmos nosso filho. Para mim, é apenas poder passar algum tempo junto com ele, não tê-lo na estrada comigo - que eu sei que ele vai querer sair quando a adolescência passar. Quando ele sai para me ver, acaba ficando até a primeira música e então eu olho achando que ele está lá, mas não está. Ele prefere ir jogar videogames ou basquete. Eu só quero ter certeza de que ele sempre estará em primeiro lugar na minha vida.

Eu sei que você está incrivelmente trazendo "Attention Attention" no palco para os fãs de todo o mundo, então eu tenho apenas uma pergunta final. Em cinquenta anos, como você gostaria que Shinedown fosse lembrado? Se alguém em 2068 procurar quem é o Shinedown ou o que você quer dizer?
Cinquenta anos? Espero que, até lá, eles tenham descoberto uma maneira de me preservar e eles possam pegar meu cérebro e colocá-lo em um corpo diferente. Nunca se sabe! Eu não quero tirar nada do Ol' Blue Eyes, mas eu tenho que pegar um pouco emprestado. Eu quero olhar para ele do estilo de Frank Sinatra e ser capaz de dizer que "eu fiz do meu jeito". Que a banda fez do nosso jeito. Isso pode soar brega, mas só volta a ser autêntico e honesto. Eu sempre quis que as pessoas olhassem para essa banda, comemorassem a música e continuassem por gerações depois de eu ter saído desta terra para a minha próxima jornada.

Brent Smith realiza Q&A com fãs no Instagram

Ontem, a banda teve uma folga e o Brent realizou um Q&A ao vivo com os fãs na conta oficial da banda no Instagram. O vocalista conversou por cerca de 30 minutos sobre a turnê do álbum 'Attention Attention', novo single 'Get Up', shows recém confirmados no Reino Unido e Europa, revelou o grande mistério por trás dos shows anunciados para o final de dezembro em Orlando e mais.

Destaque:

Ao ser perguntado se a banda realizará show no Brasil pela turnê do álbum 'Attention Attention', ele respondeu: "Brasil, absolutamente, estamos trabalhando nisso, só para vocês ficarem sabendo". Assista ao vídeo da resposta acima.
Novo single/clipe oficial 'Get Up':
Relembrou que somente o clipe de audio da música, publicado no Youtube já ultrapassou a marca de 3 milhões de players e disse que ficou surpreso por isso, pois a plataforma é mais conhecida pelos clipes visuais e antes de lançarem o clipe oficial da música, a mesma já fez um grande sucesso;
Atualmente, é a sua música favorita de apresentar ao vivo;
Confirmou que a música fará parte da setlist da turnê de forma definitiva;

Shows solo confirmados no Reino Unido e Europa:
Agradeceu o guitarrista Josh Sturm que substituiu Zach Myers em junho nas apresentações em festivais enquanto ele ficou em casa com a família esperando o nascimento do segundo filho, Avery;
Confirmou que Zach estará presente nas datas anunciadas;
No show que acontecerá em Manchester no dia 31 de outubro, Halloween, será uma noite especial pois a banda se apresentará fantasiada;

'The Sound of Madness':
Disse que sua próxima tatuagem será os pássaros da capa de 'The Sound of Madness' que completou 10 anos em junho, todos os membros da banda já têm a tatuagem e ele é último que fará;
Revelou o que a banda está planejando nas datas anunciadas para o final de dezembro em Orlando e sem querer, acabou contando que a banda realizará 3 shows especiais no final do ano:
1ª noite: Eles irão apresentar o álbum 'The Sound of Madness' na íntegra pela primeira vez e vão adicionar algumas músicas da discografia da banda na setlist;
2ª noite: Realizarão metade do show acústico e metade elétrico;
3ª noite: Farão uma enquete com todas as músicas da banda e aquelas que forem mais votadas pelos fãs farão parte da setlist.

E mais:
Vários fãs o perguntam se ele deixará o cabelo crescer novamente, ele disse que até deixou o cabelo crescer um pouco, mas preferiu cortar pois se sente melhor assim;
Relembrou que o 'Attention Attention' é um álbum que conta uma história, portanto, tem um começo, meio e fim, e que todas as músicas terão um clipe lançado no projeto que a banda está realizando com o diretor Bill Yukich;
Comentou sobre o fato de que as pessoas gostam de colecionar, CDs, DVDs, discos de vinil e que eventualmente a banda lançará um novo DVD;
E antes de encerrar, respondeu a pergunta de um fã sobre as injeções que Barry recebeu na noite do dia 08 quando eles estiveram em Kansas. Brent contou que o baterista adora box e acabou machucando o ombro direito enquanto praticava, o médico e amigo da banda, Dr. Paul F. Nassab acabando aplicando injeções para ajudar na recuperação dele, assista aqui.

Huffpost: Shinedown revela clipe emocional e pessoal de 'Get Up'


Dirigido por Bill Yukich
Hoje, o Shinedown divulgou o clipe de 'Get Up' com exclusividade no site Huffpost acompanhado de uma entrevista realizada com Brent Smith e Eric Bass.

A música foi escrita por Brent sobre a depressão do baixista Eric e na história do álbum, 'Attention Attention', é o ponto de virada do personagem que começa a recuperar sua confiança. No YouTube, o clipe de audio publicado já ultrapassou a marca de 3 milhões de players, sendo o mais executado entre as músicas do álbum.

Confira:
Quando Shinedown escreveu "Get Up", a banda de rock sabia que eles tinham algo especial em suas mãos. Eles simplesmente não percebiam o quanto isso repercutiria entre os fãs.

A faixa - que aparece no sexto álbum de estúdio de Shinedown, "Attention Attention" - foi co-escrita pelo frontman Brent Smith e pelo baixista Eric Bass.

Os dois passaram um total de 179 dias juntos no ano passado, escrevendo e gravando o álbum em Charleston, Carolina do Sul. Bass imaginou a música e a melodia para o que se tornaria "Get Up" em 2016, mas foi preciso a letra de Smith para juntar tudo. E Smith se sentiu inspirado a escrever sobre a experiência de Bass com depressão.

"Isso não foi algo que escrevi rapidamente porque quando ele tocava a música para mim e começávamos a imaginar, me perguntava o que seria. E fiquei um pouco nervoso em mostrar isso ao Eric ”, Smith disse ao HuffPost.

Em algum momento, Smith terminou a música e teve a coragem de tocar uma demo para Bass.

“Eu me lembro de quando escutei nos alto-falantes, realmente me afetou porque estava tocando, eu estava ficando extremamente emotivo sobre isso. Eu dei pause. Coloquei para tocar novamente... E disse: "Você sabe o que é certo?" E Eric disse: "Sim, é sobre mim".

Os dois membros do Shinedown disseram que sempre escrevem sobre algo pessoal, mas essa música ainda parecia diferente. Eles lidaram com suas próprias questões pessoais de maneiras que nunca haviam feito antes. Também serviu para lançar o resto do álbum, que conta a história da jornada de um indivíduo de um lugar muito ruim para um lugar mais forte e saudável.

“Ele [Smith] colocando o assunto sobre mim e minha depressão, ficou tudo bem para nós continuarmos escrevendo este álbum sobre nossos demônios. Nós podemos ser realmente pessoais sobre isso. Escrever sobre a minha depressão e os problemas de abuso de substância e o alcoolismo de Brent, realmente fez esse álbum ser sobre o que nós passamos nos últimos dois anos”, disse Bass. “Foi realmente assustador sair e dizer: 'Isto é completamente autobiográfico', mas foi muito libertador também.”

Apenas ser capaz de falar mais livremente sobre depressão e saúde mental, Bass disse, tem sido sobre "a melhor terapia" que ele teve.

“Os fãs vão ao meet-and-greets e nos falam 'Essa música me ajudou muito e por você ter sido capaz de falar sobre seus problemas me ajudou também.' Isso me ajudou e continua me ajudando", disse Bass.

Nesta quarta-feira, Shinedown está revelando o vídeo que acompanha “Get Up”. Dirigido por Bill Yukich (que fez “Lemonade” de Beyoncé), o vídeo ecoa o sentimento da música de uma maneira muito cinematográfica e cheia de nuances.

"Não queríamos que o vídeo fosse sombrio... Bill disse: "Eu não quero fazer isso. Eu não quero fazer o que todo mundo acha que vamos fazer" disse Smith. "Então, vamos fazer algo que mostre muita emoção, mas que também aumente… Claro, é um vídeo emocional… Queríamos tornar o vídeo inspirador e não de um jeito brega.”

"Get Up", que começou como uma música escrita para um amigo e colega de banda, agora está trazendo sua mensagem inspiradora para milhões de ouvintes.

"Não queremos que as pessoas se sintam envergonhadas sobre o que elas estão passando... Você não será definido pelos seus fracassos. Será definido pelo fato de não ter desistido. A música serve para todos em diferentes maneiras" disse Brent.

Shinedown divulga novas datas da turnê pelo Reino Unido e Europa

Nesta semana, o Shinedown divulgou novas datas da turnê do álbum, Attention Attention, lançado em maio. Os shows acontecerão no Reino Unido e Europa em outubro, novembro e dezembro com Starset e Press to MECO como as bandas de abertura.

Para mais detalhes sobre as datas e os países em que a banda se apresentará, acesse www.shinedown.com/shows

Banner promocional das datas do Reino Unido:

Music Connection: Eric Bass fala sobre a produção do álbum 'Attention Attention'

Recentemente, o site Music Connection publicou uma entrevista realizada com baixista e produtor do álbum 'Attention Attention', Eric Bass.
Bass falou sobre como foi feita a decisão de produzir o álbum na íntegra, desafios que teve durante a produção, como se sentiu ao produzir "Get Up", música que Brent escreveu sobre a depressão do baixista e mais.

Confira:
Baixista com atuação na banda multiplatina, Shinedown desde 2008, Eric Bass produziu o último álbum da banda. Lançado pela Atlantic Records no dia 4 de maio, 'Attention Attention' estreou em primeiro lugar na parada de álbuns Top do iTunes e ficou em 5º lugar na Billboard 200. Entre as muitas músicas que ele produziu, "Cut the Cord" do Shinedown, que chegou ao No.1 no gráfico Mainstream Rock da Billboard em 2015 e ganhou 40 milhões de visualizações no YouTube. Ele produziu singles para sua banda e outras no passado, mas 'Attention Attention' representa o primeiro álbum completo produzido por ele.

Bass diz que a decisão de produzir o álbum na íntegra foi praticamente feita para ele. “Quando Brent [Smith] e eu começamos a escrever esse álbum, as demos assumiram uma personalidade sonora”, lembra ele. "Parecia que tinha um batimento cardíaco diferente e um pulso diferente das coisas que havíamos feito antes. Essa não foi minha decisão. Foi o universo fazendo sua própria escolha. Quando chegou a hora de fazer o álbum, o resto da banda disse: "Você precisa produzir isso."

"Eu tive uma conversa de negócios com Steve Robertson, nosso A&R", continua ele. "Ele perguntou: 'Por que você acha que deveria produzir?' Eu ainda estava resolvendo isso na época, mas havia dois pontos. Um, eu conhecia o escopo deste álbum; o que essas músicas queriam ser. Se eu não tivesse isso, eu não teria feito. E dois, eu prefiro ficar maluco tentando fazer isso sozinho do que ver alguém ficar louco tentando".

Como membro da banda, o perigo da familiaridade sempre se escondia abaixo da superfície. Felizmente, essas questões nunca se intrometeram na produção. "O único desafio que vi inicialmente foi que eu tive que pedir à banda para ser paciente comigo", Bass relembra. “Quando pedi à eles que tocassem alguma coisa ou saíssem da zona de conforto, havia uma razão para isso. Todos sabem que eu os respeito, mas tinha que ser dito. O outro desafio era que a maioria das bandas se beneficiava muito da opinião externa de um produtor - um ouvido externo. Essa é uma das razões pelas quais eu trouxe Doug McKean (Green Day, My Chemical Romance) para ser o engenheiro.”

Produzir “Get Up”, que foi escrita pelo vocalista Brent Smith, mostrou-se especialmente difícil para Bass porque enfrentou a questão da depressão do baixista. "Esse foi o ponto de virada do álbum", ele observa. “Trabalhamos na música por alguns dias. Muitas vezes Brent ia embora para trabalhar nas letras. Eu não ouvi falar dele por quatro ou cinco dias. Quando ele entrou, estava nervoso para me mostrar a música, porque era sobre a minha depressão, o que foi difícil para mim. Mas uma vez que foi feito, sabíamos que poderíamos escrever sobre os demônios que enfrentamos ao longo dos anos; Fiz tudo certo para fazer isso.

Como engenheiro, Bass é um grande autodidata, mas também aprendeu várias técnicas com amigos, principalmente Billy Howerdel, fundador do A Perfect Circle. Ele encontra novos talentos quando mergulha no Facebook, Instagram e outras fontes online. Bass ainda recebe músicas não solicitadas de todos os gêneros via mensagem direta. O primeiro single do Shinedown, "Devil", foi lançado no dia 7 de março e já conquistou quase cinco milhões de visualizações no YouTube. Bass produzirá futuros álbuns Shinedown se a escolha parecer certa no momento.

Três coisas importantes que ele aprendeu como produtor e engenheiro:
  1. O som é o chefe, ele vai deixar você saber o que ele quer ser, como ele quer respirar e fluir. Ouça e não tenha medo de admitir quando você estiver errado;
  2. As pessoas não ouvem com os olhos. Não deixe que os anunciantes o enganem pensando que você precisa de X, Y e Z (equipamento) para ser bem-sucedido;
  3. Ouça os álbuns para treinar seus ouvidos para saber quais são os sons bons e ruins.

BuzzFeed: Brent Smith fala sobre a evolução da banda ao lançar 'Attention Attention" #1

Recentemente, Brent Smith concedeu uma entrevista ao BuzzFeed, dividimos a mesma em duas partes e hoje vocês poderão conferir as perguntas e respostas sobre o novo álbum 'Attention Attention', importância sobre abordar assuntos como saúde mental, abordagem lírica e visual (contra-capa do álbum e música 'special'), diferenças entre o novo álbum e o penúltimo 'Threat To Survival' (2015) e mais.

Leia abaixo:
Por que foi tão importante para o Shinedown lançar um álbum conceitual que aborda coisas como saúde mental, normas sociais e a luta do espírito humano?
SMITH: Eu acho que nos últimos quatro anos e meio a cinco anos, a sociedade estava começando a preencher uma lacuna, e então de repente as pessoas se sentiram um pouco mais livres para falar sobre saúde mental. Eu não necessariamente gosto do termo doença mental porque eu sinto que a palavra doença é uma abordagem mais difícil, porque quando você pensa em uma doença, você pensa em "bem, este é o fim", e isso é o completo oposto do que 'Attention Attention' é. É uma história em que tudo acontece dentro de uma sala. Quando o álbum começa, você ouve esses passos e uma batida na porta, você ouve a porta se abrindo e a pessoa entrando, puxando uma cadeira, sentando e respirando fundo e então 'Devil' começa. Você está começando no lugar mais escuro possível. Mas você está percebendo que para sobreviver, não apenas mentalmente e fisicamente, você vai ter que enfrentar esses medos porque se você não encarar isso, nunca vai mudar e esses monstros em sua cabeça irão sabotar você e acabarão te matando. Esta é uma jornada na montanha russa psicológica de alguém, se você quiser, mas quando eu olho para cada música individualmente, vejo como ela é apresentada, tudo tinha que vir de um lugar muito real. Como você deve saber sobre mim, eu tenho um passado muito sombrio em relação ao abuso de substâncias e é algo que eu vou lidar com o resto da minha vida, mas eu não falo sobre a minha sobriedade a menos que me perguntem sobre isso porque eu tenho que viver todos os dias um dia de cada vez. Eu acho que muitas pessoas são assim porque se você começar a pensar muito à frente, começará a entrar em pânico. Eu tenho que dizer às pessoas às vezes se elas me perguntarem, eu vou ser muito direto com elas e dizer 'Eu não usei drogas hoje, eu não bebi hoje, não tenho ideia do que vou fazer amanhã'. Não posso viver assim, tenho que levar um dia de cada vez.

Houve algum momento em que todos vocês achavam que poderiam estar se aprofundando demais ou cruzando a linha, escrevendo e cantando sobre o estado mental humano?
Acho que se alguma vez houve um ponto entre mim, Eric, Zach e Barry, em que estávamos com medo de cruzarmos a linha um do outro, quando 'Get Up' foi escrita a linha foi removida. Foi a música mais difícil de escrever porque eu não sabia se iria ofender meu amigo. Mas eu tive que escrever sobre o que a música estava me dizendo para fazer e como eu estava pensando em relação a isso. Eu escrevi essa música sobre Eric porque ele lida com algo que ele não tem vergonha de ser direto com as pessoas. Ele lida com depressão e algumas pessoas podem dizer que é clínico, mas o fato é que ele lhe diria que se ele pudesse abrir um pequeno buraco em sua cabeça e se ele pudesse entrar em seu cérebro e pegar aquela parte dele e puxar para fora, ele faria. Há alguns dias quando ele se levanta, pode estar chovendo lá fora com tempestades e trovões, ele pode estar no melhor humor e, às vezes, fica triste. Não é porque ele quer ficar triste, é como ele se sente naquele dia. É algo que ele ainda tem que estar confortável em sua própria pele e eu o vi crescer com o jeito que ele se comporta. Com esse álbum, ele foi muito, muito direto com a forma como foi apresentado ao mundo, eu sei que muito mais pessoas conhecem a história de "Get Up" e eles não têm medo de abordar Eric para falar com ele sobre isso, porque eles não se sentem mais sozinhos desde que ele tem sido tão aberto sobre o que ele passa. Acho que as pessoas ficam com medo de chatear alguém quando falam sobre o que estão lidando psicologicamente, porque não querem incomodar alguém ou não querem que alguém se sinta mal. Eu não acho que as pessoas devam ficar quietas por causa disso. Às vezes você não precisa cuidar do seu próprio negócio, se precisar intervir ao perceber que alguém precisa falar sobre isso, você deveria fazer isso.

Parece haver tantas abordagens líricas diferentes em 'Attention Attention'.
É apenas a dinâmica através de todo o álbum, como 'Monsters' é uma música sobre mim porque eu tenho esses demônios na minha cabeça que quando você está falando sobre drogas e álcool para mim, esses caminhos no meu cérebro já foram pavimentados. Eu não posso sair hoje à noite e pensar que, se eu beber seis doses de Jack Daniels e eu ter um grama de cocaína, isso será diferente de todas as outras vezes que eu acabei na cadeia ou eu ateei fogo no bar. Apenas o homem louco que se esconde lá, por toda a bondade que está em meu coração, aquele cara ainda vive em mim e se eu deixar, ele vai sabotar tudo. E eu acho que é o entendimento em uma música como 'Monsters', para mim eu tenho que ser direto com o público e ser muito próximo e dizer: "Meus monstros são reais e eles são treinados como matar". Também tem outros elementos do álbum e porque eu acho que tantas pessoas gravitam em torno da esperteza e da simplicidade de algumas delas, e então da arquitetura do jeito que nós construímos as faixas, como os vocais soam e como nós pisamos tudo em tantos níveis diferentes.

O álbum termina de uma maneira bastante interessante.
Uma das minhas músicas favoritas na gravação foi o final do álbum que é 'Brilliant', que acho que é a maneira mais legal que poderíamos ter terminado esse álbum, porque o final do álbum não é realmente um fim. Este é apenas o próximo passo para a próxima jornada. Os três últimos álbuns terminaram com baladas, e é legal como essa música começa onde as pessoas pensam 'Ah, eles vão fazer o jeito típico do Shinedown, terminar o álbum com uma balada'. De repente, é apenas a mais louca, exagerada e emocionante viagem no final do álbum que poderíamos dar ao público e mandar todo mundo embora. Além disso, queríamos terminar a história com uma nota alta que faria as pessoas quererem recomeçar o disco novamente.

'Attention Attention' é um trabalho brilhante profundamente confessional. Houve algum assunto que você sentiu "duvidoso" sobre como abordar? Quero dizer, o artista deveria se preocupar em ver muito de suas almas em sua escrita e gravação?
Acho que o ponto de interrogação veio em relação à música 'special', porque no refrão diz muito, muito claramente "Pare de esperar seus quinze minutos de fama porque você não é especial. Eu não estou tentando atrapalhar o seu desfile, mas você não é especial. Eu não estou tentando te derrubar. Eu não estou tentando parecer tão ineficaz, mas você não é especial." Eu acho que houve preocupação sobre como o público iria aceitar essa música e/ou não aceitar isso? A realidade da música é que você não é especial e nem eu. Ela está colocando todos no mesmo campo de jogo, deixando todos saberem que não há uma pessoa, homem ou mulher, jovem ou velho, preto ou branco, qualquer que seja sua religião - estamos todos no mesmo campo porque somos todos parte da humanidade e não quero que as pessoas percam isso de vista. Uma das dinâmicas para isso é também se você olhar para o verso do álbum, todas as outras músicas são maiúsculas e "special" não, há uma razão para isso. Todas estão sendo colocadas no mesmo nível. Eu acho que é uma música importante em muitos níveis diferentes, porque mesmo na ponte dessa música, onde eu digo "Nós todos vivemos para amar, todos nós desmoronamos / Nós todos iríamos para a guerra pelos fracos / Em vez disso nós somos condescendentes / Não há finais felizes / Eu não vou prender minha respiração / Eu não vou lançar uma dúvida / Eu nunca te venderia, mas eu darei a você uma última chance de possuí-la / Porque você não é um Deus ou um poeta". Eu acho que foi uma daquelas músicas em que não estamos tentando dar sentido ao ouvinte, mas o que estamos tentando fazer é conscientizar a todos que somos humanos. Todos nós temos sentimentos e todos nós vamos ter opiniões, mas ao mesmo tempo estamos todos juntos neste planeta e ainda precisamos nos respeitar. Acho que estar preocupado em compartilhar muito é para o artista decidir, não posso dizer a outro artista o que fazer, só posso fazer o que faço e o que fazemos como banda. Eu nunca acho que você deveria se censurar. Se você acredita e é quem você é, então faça. Faça barulho, tenha orgulho e não recue!

Podemos falar mais especificamente sobre os dois primeiros singles do álbum? "Devil" acumulou um número surpreendente de sete milhões de transmissões (até à data) e é o seu 12º single No. 1. Você mencionou que a música se concentra no medo dentro de si mesmo e no mundo ao seu redor. Por que você acha que essa mensagem particular ressoa com tantas pessoas?
Acho que é a representatividade 'O que há por trás da cortina? O que há embaixo da cama? Você acredita no bicho-papão?' O fato é que não há ninguém atrás da cortina e não existe o bicho-papão, é você. Você é seu próprio pior inimigo e você tem que ser capaz de assumir o controle psicológico às vezes porque, como na música “Devil”, todo refrão, exceto o último, diz “O diabo está na sala ao lado”, já no último refrão "O diabo está ao seu lado".

Além de apresentar uma mensagem positiva, “The Human Radio” está se tornando mais um dos seus vídeos mais assistidos do YouTube. É um ótimo vídeo, mas não é muito chamativo com toneladas de sinos e assobios. O quanto a banda está envolvida na evolução dos vídeos, como “The Human Radio?” Muitos artistas minimizam a importância dos videoclipes. Por que você acha que eles ainda são uma ferramenta tão valiosa para uma banda ou artista solo?
Para nós, é muito importante, especialmente com este álbum, cada música vai ter um vídeo, porque não só vamos contar a história, que já temos com o lançamento de 'Attention Attention', vamos contar visualmente. Acho que os videoclipes sempre serão algo que as pessoas querem ver, às vezes você ouve uma música e se pergunta: "Qual é o visual para isso?" Também permite que o ouvinte e o fã conheçam você, e assistam à sua evolução. No ano que vem, vamos completar duas décadas na Atlantic Records e se você voltar ao nosso primeiro vídeo e for ao último vídeo que fizemos, que foi The Human Radio", há uma grande evolução lá. Eu acho que é uma jornada, é um registro instantâneo no tempo, mas eu acho que é extremamente importante que todas as bandas tenham um visual não apenas de si mesmas e de seu crescimento, mas também de sua música. Eu acho que isso é extremamente importante.

Para aqueles poucos fãs de rock que talvez não tenham escutado “Attention Attention”, mas são grandes fãs de “Threat To Survival”, como você explicaria as diferenças e as familiaridades entre eles?
"Threat To Survival" é muito interessante porque tive uma recaída durante esse álbum com substâncias e caí da graça. Eu sempre disse que às vezes você tem que cair em um buraco para descobrir como sair dele. Mas eu tinha caído durante o processo de composição daquele álbum e então tive que passar por uma abstinência de dois anos e meio na estrada durante esse álbum. O interessante na dinâmica de "Threat To Survival" e “Attention Attention” para mim é que tecnicamente “Attention Attention” é o primeiro álbum que não só eu escrevi, mas também gravei sóbrio. Há uma pessoa realmente especial na minha vida que me disse algo há alguns anos que foi muito profundo, e eu a mantenho comigo diariamente porque é importante para mim. Ela disse: "Você é muito mais perigoso quando está claro e sóbrio, porque esse outro cara, ninguém gosta dele." Eu acho que é a mudança em "Threat To Survival" e agora. É como ser uma fênix, você pode sair das cinzas se realmente querer.

Será que o sucesso de "Attention Attention" significa que o álbum “conceito” de Rock não está “morto” e eles ainda são incrivelmente comercialmente viáveis?
Nós realmente não chamamos isso de um álbum conceitual, nós chamamos de álbum de história. Não é um álbum conceitual tradicional porque, com isso, eu penso em "Operation: Mindcrime" do Queensrÿche ou até mesmo "The Wall" do Pink Floyd que existem personagens e lugares bem específicos e coisas dessa natureza. E é muito aberto. "Attention Attention" é sobre o indivíduo porque, como eu disse, o álbum todo acontece dentro de uma sala em uma cadeira, então eu quero que o ouvinte se coloque naquela sala e cadeira. Eu descrevo mais como um indivíduo, de modo que não há nenhuma definição específica de "É um homem? É uma mulher? É uma criança? É uma pessoa idosa?” Poderia ser qualquer um. É mais um álbum de história em oposição a um tipico álbum conceitual. A coisa sobre nós é que, mesmo quando a indústria muda e a forma como as pessoas consomem música é muito mais sobre gratificação instantânea, também levamos quase vinte anos para sermos capazes de escrever um álbum dessa magnitude. Nós não poderíamos ter feito isso cinco, até dez anos atrás, porque não estávamos prontos. Estávamos prontos em 2017 para 2018. É por isso que o álbum, na minha opinião pessoal, é tão forte quanto é, mas acho que depende do artista e de como você está se apresentando ao público. Eu sei que muitas pessoas falam que a duração da atenção é menor, mas acho que é mais curto se a sua música for uma droga. Isso não é exatamente o que fazemos, trabalhamos muito para analisar o escopo e observar a magnitude do motivo pelo qual o que estamos dizendo nesses álbuns é relevante e porque sentimos que isso é necessário e urgente. Eu acho que se você tem algo atraente para dizer e é realmente atraente para um público mais amplo, então as pessoas vão ouvir. Se é algo que soa como chamamos de "chiclete", então é como o chiclete, você vai desembrulhá-lo, vai mastigá-lo por cerca de dois minutos, e então ele perde o gosto e você acaba cuspindo. E isso não é o que fazemos.

Shinedown apresenta 'Black Soul' ao vivo pela primeira vez

No show realizado ontem por parte do Roverfest X que aconteceu em Lorain (Ohio), a banda apresentou pela primeira vez ao vivo, a música 'Black Soul' do álbum 'Attention Attention'

Confiram abaixo um vídeo publicado por um fã no YouTube:

Shinedown

  • Brent SmithVocal
  • Eric BassBaixo / Vocal
  • Zach MyersGuitarra / Vocal
  • Barry KerchBateria